Investidora do Shark Tank vê oportunidades para startups no Paraná
Em passagem por Ponta Grossa, Claudia Rosa avaliou negócios inovadores; evento reuniu 17 startups em busca de desenvolvimento e investimento.
O Paraná registrou saldo positivo de 148.200 empresas entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram abertas 317.127 empresas no estado nos primeiros nove meses do ano, número 13,6% superior ao registrado em 2025. Os dados são da Junta Comercial do Paraná (Jucepar).
O cenário de expansão dos negócios ajuda a contextualizar a avaliação da empresária e investidora-anjo Claudia Rosa, que aponta o Paraná como um estado com potencial para atrair investimentos em startups. Convidada do programa Shark Tank Brasil, ela esteve em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, para avaliar negócios inovadores e participar de uma banca de empreendedores.
Embora os números da Jucepar considerem empresas de diferentes setores e portes, eles mostram o crescimento da atividade empresarial no estado. Em setembro, o Paraná chegou a 2.032.426 empresas ativas, entre matrizes e filiais.
Investidores buscam negócios com potencial de crescimento
Para Claudia Rosa, o Paraná reúne iniciativas de incentivo ao empreendedorismo e à inovação que podem favorecer o desenvolvimento de novas empresas. A investidora também vê possibilidade de o estado ampliar sua presença no mercado de tecnologia e alcançar empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, conhecidas como unicórnios.
A localização, no entanto, não é o principal critério para a decisão de investir. Entre os aspectos considerados estão a capacidade de crescimento da empresa, o conhecimento dos fundadores sobre o mercado e a concorrência, além do envolvimento dos responsáveis na operação do negócio.
Segundo levantamento da Anjos do Brasil citado pelo Sebrae/PR, os investimentos-anjo no país cresceram 4,2% em 2025, chegando a aproximadamente R$ 919 milhões. Nesse modelo, investidores aplicam recursos próprios em empresas com potencial de crescimento, geralmente em troca de participação no negócio.
O investimento pode ajudar startups a desenvolver produtos, ampliar operações e conquistar novos mercados. Para atrair esse tipo de recurso, porém, os empreendedores precisam demonstrar a viabilidade da proposta e apresentar perspectivas consistentes de expansão.
Programa aproxima 17 startups de investidores
Em Ponta Grossa, 17 startups participaram de uma banca de avaliação do Programa Trilhar no sábado (24). A iniciativa é da Agência de Inovação e Desenvolvimento do município, com encontros executados pelo Sebrae/PR e participação de investidores.
O programa oferece dois percursos. O Expresso Startup é voltado a empreendedores que ainda precisam validar suas ideias. Já a Plataforma Startup atende negócios que possuem um Produto Mínimo Viável (MVP) e buscam avançar para a incubação ou captação de recursos.
A proposta é ajudar os empreendedores a transformar ideias em soluções testáveis, estruturar seus modelos de negócio e se aproximar de oportunidades de desenvolvimento e financiamento.
A apresentação a investidores permite que os empreendedores recebam avaliações sobre seus projetos, identifiquem pontos que precisam ser aprimorados e conheçam possíveis caminhos para desenvolver os negócios.
Apoio para buscar investimento
Além das bancas de avaliação, o Sebrae/PR oferece programas de apoio a startups em diferentes estágios, com capacitações, mentorias, consultorias e orientação sobre estruturação financeira, avaliação do valor da empresa e apresentação do negócio a possíveis investidores.

