Plano Diretor terá segunda audiência pública em Guarapuava no dia 11 de novembro

Encontro será realizado na Câmara Municipal e discutirá propostas que podem orientar o crescimento da cidade nos próximos dez anos

A possibilidade de construir prédios mais altos em determinados bairros, a instalação de novos estabelecimentos comerciais, a organização das ruas e a preservação de áreas ambientais são algumas das questões que podem ser influenciadas pelo Plano Diretor de Guarapuava. A legislação, que está em processo de revisão, estabelece as diretrizes para o crescimento e a organização do município nos próximos dez anos.

Embora seja um instrumento técnico de planejamento urbano, o documento tem efeitos diretos na vida dos moradores. É por meio dele que são estabelecidas regras para o uso e a ocupação do solo, indicando quais atividades podem funcionar em determinadas regiões e quais condições devem ser respeitadas para novas construções e empreendimentos.

Na prática, essas definições influenciam desde a possibilidade de instalação de um comércio próximo às residências até a expansão de bairros, a circulação de veículos e a necessidade de infraestrutura para atender novos moradores.

A revisão em andamento pretende estabelecer as diretrizes de desenvolvimento de Guarapuava para o período de 2027 a 2037. Entre os temas discutidos estão zoneamento, mobilidade urbana, habitação, acessibilidade, sustentabilidade e ocupação do território.

Mudanças em discussão

Durante apresentação realizada na Câmara Municipal em agosto, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo detalhou algumas das propostas que integram a revisão. Entre elas estão alterações nos parâmetros de ocupação dos terrenos, no sistema viário e nas regras de zoneamento.

Uma das mudanças apresentadas prevê elevar de 50% para 67% a taxa de ocupação na Zona de Proteção da Bacia do Rio Cascavel 1. O índice corresponde à parcela do terreno que pode ser ocupada pela construção. Caso seja aprovada, a alteração permitirá uma área construída maior na projeção do terreno, respeitadas as demais regras urbanísticas e ambientais.

A proposta chama atenção pela localização em uma área de proteção de bacia hidrográfica e levanta discussões sobre os critérios utilizados para conciliar expansão urbana e preservação ambiental.

Também foram apresentadas medidas para incentivar a ocupação de uso misto na região central, reunindo moradias e atividades comerciais, além de propostas relacionadas à organização do sistema viário e à padronização de calçadas acessíveis.

Participação dos moradores

A revisão do Plano Diretor também envolve a participação da sociedade. Moradores podem contribuir apontando problemas e necessidades dos bairros, como dificuldades de acesso, falta de calçadas, problemas de drenagem, ausência de infraestrutura e questões relacionadas à ocupação de áreas próximas a rios e nascentes.

Essas manifestações podem ajudar a identificar demandas que precisam ser consideradas no planejamento municipal. As sugestões são analisadas pela equipe técnica responsável e podem subsidiar alterações no projeto, embora não exista garantia de que todas sejam incorporadas.

A primeira audiência pública foi realizada em 1º de setembro, no Teatro Municipal Marina Karam Primak. Antes do encontro, também foram promovidas sete reuniões setoriais para levantamento de demandas e sugestões.

A segunda audiência pública está marcada para 11 de novembro, às 18h, na Câmara Municipal de Guarapuava. O encontro será mais uma oportunidade para que a população conheça as propostas, apresente questionamentos e acompanhe as discussões sobre o futuro urbano do município.

 

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