Shakespeare

Shakespeare, Wiliam Shakespeare, tenho certeza que você já ouviu e viu esse nome algumas vezes. Muitos falam e citam o britânico mas não sabem ao certo quem ele foi, outros são fãs declarados e sabem muito mais sobre Shakespeare do que sobre si mesmos.

Shakespeare um teatrólogo que não teve medo de inovar, ou melhor, teve um pouco de medo mas não deixou que esse medo o dominasse. Tido por muitos como um gênio doravante será tido por muitos outros como um empreendedor.

William foi um dos poucos, até hoje, que conseguiu com sua obra atingir o público de todos os níveis sociais, ao colocar Reis, Nobres, Militares e Humildes populares em um mesmo local ele conseguia atingir todos os públicos ao mesmo tempo. The Globe Theater, teatro idealizado por ele possuia local para todos os nichos sociais e os acolhia sem gerar “constrangimentos” a todos.

Hoje em dia pode parecer muito chato assistir uma peça Shakesperiana, ela possui falas e diálogos repetitivos e por mais incrível que pareça, esse foi o grande toque de mestre: Repetir as falas três ou quatro vezes usando em cada uma das vezes o linguajar próprio da classe social que gostaria de atingir e assim sendo atingia todas em um mesmo espetáculo.

Empreender e Inovar são palavras que aparecem dia após dia no nosso cotidiano. Todos queremos ser empreendedores de sucesso, todos lemos sobre histórias de alguém que arriscou, inovou e hoje colhe os frutos do sucesso.

São muitas as histórias de pessoas humildes, que nasceram em locais circundados pelo insucesso e pela desgraça mas que conseguiram fugir desse pântano e plantaram ousadia e determinação e hoje colhem sucesso, muito sucesso.

Ser um cidadão empreendedor demanda de algumas características que não estão presentes em todos mas são em sua maioria, características tangíveis, “palpáveis” e que podem ser alcançadas. Características que não precisam ser obrigatoriamente Natas.

Sinto falta de políticos empreendedores, políticos capazes de romper com um sistema que tem flagelado um povo que não aguenta mais flagelos. Dois mil e quatorze foi um ano eleitoral e também gosto de afirmar que foi um ano onde tivemos a chance de romper com esse sistema. Marina Silva uma acreana de moral ilibada, não perfeita até porque perfeito só existiu Um e esse Um foi crucificado, que possuia a oportunidade de fazer algo como nunca foi feito na história desse país.

Silva ironicamente ou tragicamente foi impedida de competir pelo posto máximo da política nacional pelo seu antigo partido e seu antigo amigo: o PT e o Silva (Luis Inácio). Mulher negra, analfabeta até sua idade adulta, nortista, natural de um estado brasileiro que costumeiramente está presente em piadas que afirmam que ele não existe.

Marina foi boicotada pelos seus antigos companheiros por ser radical. Radicalmente contra negociatas e bravatas populistas que só servem para alimentar esperanças em um povo cansado de sofrer,ela rompeu e ao romper virou inimiga.

Shakespeare é tido como um notável pelas suas tragédias e tal qual uma tragédia Shakesperiana, inesperadamente junto com a queda do jato que transportava Eduardo campos, caiu uma candidatura presidencial no colo de Marina.

A história das eleições todos já sabem, eu mesmo já escrevi algumas vezes. Tivemos a chance de colocar uma pessoa que acredito, não negociaria cargos e votos e teria muita dificuldade em governar mas ao mesmo tempor deixaria aquela senda pequena que surge no final do túnel transformar-se em uma luz real. Não quisemos, preferimos manter os mesmos, preferimos continuar vivendo o bi-partidarismo PT/PSDB e o resultado vemos e sentimos agora.

Ana Karenina, nobre russa que ao tentar salvar o casamento do irmão encontra no caminho alguém que acabaria com o seu. A bela russa cansada de viver uma vida dupla de um casamento bem sucedido e exemplar mas “frio” e, um romance tórrido e fervoroso resolve romper com o sistema.

Karenina suicida-se pois percebe que trocou um marido nobre e perfeito por um amante “quente”mas que tinha vergonha dela e talvez a traísse. Shakespeare o rei das tragédias romanticas nos mostra e nos faz refletir mais uma vez. Escolhas vêem acompanhadas de riscos. Arriscar ou não ? Eis a questão.

Arrisquei, votei em Marina mas a maioria não arriscou. Hoje eu pergunto: Por que quase toda a população hoje reclama de Beto Richa e principalmente de Dilma Roussef? Alguém quis arriscar? A oportunidade passou,  trocamos o risco de um duvidoso sucesso pela certeza de um fracasso retumbante.

Todos queremos ser empreendedores mas nossas atitudes mostram que isso é só da boca pra fora pois na prática queremos mesmo é continuar na mesmice da mediocridade. Sucesso, algo constante na vida de empreendedores e algo raro na vida do brasileiro afinal de contas, arriscar pra que?

“Não importa quão difícil a vida pareça, sempre existe algo que você pode realizar com sucesso” (Stephen Hawking).