Audiências em Curitiba e Brasília podem definir futuro da invasão na Araupel

PM concluir nesta semana um plano de ação, para uma possível reintegração de posse. MST propõe ficar na área e deixar a empresa retirar a madeira

Continua o impasse entre a empresa Araupel e integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), após a 4ª ocupação de terras da empresa, desta vez nas áreas de reflorestamento entre o projeto seis, até o quatorze. A juíza Luciana Luchtenberg Torres Dagostim, da Comarca de Laranjeiras do Sul, determinou, por meio de liminar, a reintegração de posse da área invadida pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na quinta-feira (17). No despacho ela determina que os invasores deixem a área voluntariamente e que os organismos policiais sejam oficiados da decisão judicial para que cumpram a liminar. Já o MST apresentou proposta de ficar na área ocupada, deixando com que a empresa volte a fazer a retirada da madeira. Araupel se manifestou contra qualquer acordo, com as famílias dentro da sua área.

O prefeito Irio de Rosso de Rio Bonito do Iguaçu, ratificou ser favorável à criação de um novo assentamento, assumindo compromisso de dar todo apoio necessário às famílias. O prefeito de Quedas do Iguaçu disse que defende os interesses do município, que está preocupado com uma possível desativação da empresa, que traria enormes perdas as finanças do município. A empresa Araupel é um das maiores geradores de impostos para Quedas do Iguaçu e cidades da região. Tanto a população como o comércio vem mostrando preocupação pelo impasse, que já registra fortes quedas nas vendas e falta de perspectivas. A maior preocupação é até quando a empresa terá matéria prima para continuar produzindo. Trabalhadores dos setores florestais e transporte estão parados desde a sexta-feira (18).

Audiências
Nesta segunda-feira (21), estão agendadas audiências em Curitiba, que deve envolver representantes da empresa, prefeito Edson Prado Jacaré, representantes da Fiep, associações comerciais, o presidente da Assembleia, Valdir Rossoni e o governador Beto Richa. Em Brasília, outra reunião entre representantes do Incra-PR e Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), deverá discutir o futuro da empresa e das famílias acampadas.