Novas ocorrências reforçam alerta para violência doméstica em Guarapuava
Município registrou 1.227 ocorrências em 2025, quase o dobro do ano anterior; dois novos casos foram atendidos pela polícia nesta terça-feira (6)
Duas novas ocorrências envolvendo violência contra mulheres foram registradas em Guarapuava nesta terça-feira (6) e voltam a chamar atenção para um problema que cresceu de forma expressiva no município nos últimos anos.
Um dos casos ocorreu no bairro Santana. Uma mulher de 59 anos procurou a polícia e relatou estar sofrendo violência psicológica e perturbações frequentes atribuídas ao próprio filho, de 30 anos.
Segundo o relato da vítima, o homem não mora com ela, mas a procuraria quase diariamente, principalmente para pedir dinheiro. A mulher também informou que as abordagens incluiriam ligações, mensagens e visitas, inclusive durante a madrugada. A ocorrência foi registrada como situação envolvendo possível dano emocional.
Horas depois, outra ocorrência foi atendida no Morro Alto.
Uma mulher de 34 anos informou possuir medida protetiva contra o ex-marido, de 49 anos. Conforme o registro policial, ele teria passado diversas vezes em frente à residência dela e, em determinado momento, parado no portão para exigir uma conversa.
Quando a mulher disse que acionaria a polícia, o homem teria deixado o local. A Polícia Militar realizou buscas, mas ele não foi encontrado.
Casos quase dobraram em um ano
As duas ocorrências aparecem em um cenário de crescimento dos registros de violência doméstica em Guarapuava.
Dados divulgados pela Câmara Municipal, com base em levantamento das forças de segurança, mostram que a cidade teve 653 ocorrências em 2024. Em 2025, o número chegou a 1.227, crescimento de aproximadamente 88%.
Nos primeiros meses de 2026, os registros continuaram em patamar elevado. Industrial, Morro Alto e Boqueirão aparecem entre os bairros com maior concentração de ocorrências no município.
O perfil das denúncias também sofreu alterações. Enquanto as lesões corporais tinham maior presença em 2024, as ameaças passaram a liderar os registros no ano seguinte.
A procura por ajuda ainda nos primeiros sinais de violência é apontada como uma das formas de impedir que agressões psicológicas, ameaças e perseguições avancem para situações mais graves.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias e orientações sobre violência contra a mulher também podem ser buscadas pela Central de Atendimento à Mulher, no 180.

