Gasolina sobe e chega a média de R$ 5,88 em Guarapuava

Levantamento da ANP aponta aumento de três centavos no litro em relação à semana anterior

Abastecer o carro ficou um pouco mais caro em Guarapuava. O preço médio do litro da gasolina comum chegou a R$ 5,88 na última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 27 de setembro e 3 de outubro. Uma semana antes, a média registrada no município era de R$ 5,85. A diferença de três centavos representa uma alta de 0,51%. O levantamento considerou preços praticados em 14 postos de combustíveis de Guarapuava.

O aumento pode parecer pequeno quando analisado apenas por litro. Na conta final do consumidor, porém, o impacto cresce conforme o volume abastecido. Considerando a média de R$ 5,88, completar um tanque de 50 litros custa aproximadamente R$ 294. Na média anterior, de R$ 5,85, seriam R$ 292,50. Em apenas uma semana, portanto, a diferença teórica para um tanque desse tamanho é de R$ 1,50. Para quem abastece várias vezes durante o mês — principalmente motoristas profissionais, entregadores e trabalhadores que dependem diariamente do automóvel — as pequenas oscilações se acumulam.

O levantamento mostra que outros combustíveis comercializados em Guarapuava também ficaram mais caros. A gasolina aditivada passou de uma média de R$ 6,03 para R$ 6,04 por litro.
O óleo diesel comum subiu de R$ 6,57 para R$ 6,61, enquanto o diesel S10 passou de R$ 7,35 para R$ 7,40. O preço médio do botijão de 13 quilos de gás de cozinha também avançou: saiu de R$ 116,11 para R$ 117,22. Entre os produtos pesquisados, o etanol foi a exceção. O combustível permaneceu com média de R$ 3,86 por litro, sem variação em relação à semana anterior.

Isso significa que o movimento de alta observado na semana atingiu não apenas quem utiliza carros movidos a gasolina. O diesel, por exemplo, possui peso importante no transporte de cargas e mercadorias. Por isso, aumentos prolongados podem repercutir indiretamente em outros setores da economia. Já o gás de cozinha entra diretamente no orçamento doméstico e afeta famílias que nem sequer possuem veículo.

Três centavos fazem diferença?
Isoladamente, uma alta de R$ 0,03 dificilmente modifica drasticamente o orçamento de uma família. Mas o acompanhamento semanal dos preços funciona como um termômetro.
A média da ANP permite identificar se o combustível está entrando em um ciclo persistente de aumento, estabilidade ou queda. Também é importante lembrar que os R$ 5,88 representam uma média aritmética. Isso significa que os valores encontrados pelo consumidor podem variar de um estabelecimento para outro.

A pesquisa da agência não representa necessariamente todos os postos existentes no município. Na última semana foram pesquisados 14 estabelecimentos.  É justamente nessa diferença entre os preços que o consumidor pode conseguir alguma economia. Uma variação de dez centavos no litro, por exemplo, representa R$ 5 de diferença em um abastecimento de 50 litros.
Se essa economia ocorrer quatro vezes no mês, são R$ 20. Quanto maior a diferença entre os estabelecimentos, maior a vantagem de comparar antes de abastecer.

O levantamento da ANP é realizado regularmente em cidades brasileiras e funciona como referência para acompanhar o comportamento do mercado de combustíveis.
Em Guarapuava, a fotografia da última semana é de aumento: gasolina comum, gasolina aditivada, diesel e gás de cozinha ficaram mais caros; o etanol permaneceu estável.
Ainda é cedo para afirmar que a alta de apenas uma semana representa uma tendência prolongada. Mas os próximos levantamentos indicarão se os três centavos acrescentados ao litro da gasolina foram apenas uma oscilação pontual ou o começo de uma sequência de reajustes. Para o consumidor, enquanto isso, a alternativa imediata continua sendo pesquisar.
Quando o preço é multiplicado pelos litros de um tanque e pelos abastecimentos realizados durante todo o mês, alguns centavos deixam de parecer tão pequenos

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