Reconstruir o Brasil é valorizar o povo

O Brasil vive um novo tempo. Após anos de ataques às políticas públicas e à população que mais precisa delas, voltamos a ver sinais concretos de reconstrução e valorização do interesse coletivo. A economia dá sinais de recuperação, os programas sociais e estruturais voltam a ganhar força e o respeito ao cidadão novamente orienta as ações do governo.

Um exemplo claro dessa mudança é a redução do preço do diesel, anunciada pelo Governo Federal do presidente Lula (PT). Desde dezembro, já são três cortes consecutivos, totalizando uma queda de R$ 1,22 por litro – o equivalente a 27,2%. Esse movimento impacta diretamente na vida da população: reduz custos logísticos, fortalece a produção rural e industrial, estimula o desenvolvimento regional e ajuda a controlar a inflação. Em poucos meses, o atual governo fez o que muitos cobravam há anos: uma política de combustíveis que alivia o bolso do trabalhador e do pequeno produtor.

Esses resultados não são frutos do acaso. Eles decorrem de uma gestão econômica mais sólida, com responsabilidade fiscal e sensibilidade social. Ainda que setores do mercado financeiro reajam com desconfiança, como parte da chamada “Faria Lima”, os efeitos positivos já chegam à ponta. A inflação, por exemplo, hoje gira em torno da metade do que vimos no governo anterior, com um salário mínimo que cresce acima do índice inflacionário, ampliando o poder de compra das famílias.

Mas não se reconstrói um país apenas com números. É preciso também investir naquilo que transforma realidades de forma duradoura: a educação e a saúde. E aqui, novamente, vemos o contraste entre o que foi interrompido e o que está sendo retomado.

Em 2013, sob a liderança da presidenta Dilma Rousseff (PT), o Brasil aprovou uma lei que destinava 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal à educação. A ideia, defendida desde o governo anterior de Lula, era utilizar os recursos do petróleo para garantir um salto estrutural no setor. Se essa política tivesse sido respeitada, o salário inicial de um professor hoje seria superior ao de um médico, como ocorre em países que priorizam o conhecimento, como a Noruega.

Infelizmente, o golpe de 2016 interrompeu esse ciclo virtuoso. O pré-sal foi entregue às petroleiras estrangeiras, a educação passou a ser atacada e Paulo Freire, um dos maiores educadores do mundo, foi transformado em inimigo por aqueles que não suportam uma sociedade crítica e consciente. A criminalização da educação e a demonização dos servidores públicos se tornaram políticas de governo. O resultado está aí: 29% dos brasileiros, segundo a Folha de S.Paulo, hoje têm dificuldade para compreender textos simples.

Mas esse cenário começa a mudar. O Governo Lula já anunciou a criação de 100 novos Institutos Federais, além das 18 universidades e mais de 170 campi universitários construídos em gestões anteriores do PT. O Paraná está entre os estados contemplados, mostrando o compromisso com a formação técnica, a inclusão e o desenvolvimento regional.

Na saúde, o retorno e a ampliação do programa Mais Médicos também refletem essa retomada. Só no Paraná, serão mais 158 profissionais contratados, somando-se aos mais de 1.450 já atuantes. Isso significa mais municípios atendidos, mais gente recebendo cuidados, mais dignidade para quem antes era deixado à própria sorte.

Reconstruir o Brasil, portanto, é mais do que um desafio técnico – é um compromisso com a memória, com a verdade e com o futuro. E isso passa também pelo enfrentamento às fake news, que seguem alimentando a desinformação e o ódio. Quando se apaga a história, abre-se espaço para a mentira. Por isso, é nossa tarefa reafirmar os fatos, resgatar o que foi feito e mostrar, com exemplos concretos, que o caminho da reconstrução já está sendo trilhado.

O Brasil tem jeito, sim. E esse jeito passa pelo povo, pelas políticas públicas e por um projeto de país que respeita, valoriza e cuida de sua gente.

Esse artigo é fruto das falas realizadas em Plenário na Assembleia Legislativa do Paraná, no dia 6 de maio de 2025, pelo deputado Arilson Chiorato (PT), Líder da Oposição na Alep, com apartes dos deputados Luciana Rafagnin (PT), Líder do Bloco PT-PDT na Alep, e Dr. Antenor, deputado estadual (PT).

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