Começam os jogos na Olimpíadas Rio 2016

A abertura dos jogos é nesta sexta-feira (05), na cidade sede Rio De Janeiro e seguem até o dia 21 de agosto

Desde sua primeira edição na Era Moderna, em 1896, em Atenas, até a última edição dos jogos em Londres, 2012, os Jogos Olímpicos cresceram a ponto de se transformarem no maior evento do planeta e único capaz de reunir delegações de mais de 200 países em uma mesma cidade. São mais de 40 modalidades, 306 provas, 37 arenas e 205 nações, unidas por um único objetivo: o esporte.

Origem

O Templo de Parthenon, em Atenas: Grécia foi o berço dos antigos Jogos Olímpicos e também da primeira edição dos Jogos na Era Moderna.

Reza a mitologia que os Jogos nasceram pelas mãos do grande Hércules, ainda na Era Antiga, por volta de 2.500 a.C., para homenagear seu pai, Zeus. Hércules teria plantado a oliveira de onde eram colhidas as folhas para emoldurar a coroa a ser usada por quem triunfasse nas competições. O termo “olímpico”, entretanto, só surgiria cerca de dois mil anos depois.

Os primeiros registros históricos das Olimpíadas datam de 776 a.C., época em que os vencedores começaram a ter seus nomes registrados. Foi nesse período que o termo “Olimpíadas” surgiu, após Iftos, rei de Ilia, aliar-se ao monarca de Esparta, Licurgo, e ao rei de Pissa, Clístenes. A aliança foi selada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Vem daí o nome “Olimpíadas”.

Foram necessários cerca de 1.500 anos para que alguém tivesse a ideia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas dos gregos antigos. Coube a um pedagogo e historiador francês a tarefa de levar adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos em um grande evento esportivo.

A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada entre 6 e 15 de abril de 1896, com delegações de 14 países, que somavam 241 atletas. Eles competiram em 43 eventos, de nove modalidades. Desde então, os Jogos Olímpicos foram interrompidos apenas durante os períodos da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais.

No Brasil

A primeira participação do Brasil foi em 1920 na Antuérpia, Bélgica. Nesta edição dos jogos, o atleta Guilherme Paraense conquistou a primeira medalha de ouro, participando da modalidade Pistola Rápida. De lá para cá, o Brasil participou de todas as edições, exceto a de 1928, por conta de uma estagnação financeira.

Em toda a sua história, com 20 participações, o comitê olímpico brasileiro conquistou 99 medalhas, 22 de ouro, 26 de prata e 51 de bronze.

MELHORES CONQUISTAS – Na edição de 1920 das Olimpíadas, onde participou pela primeira vez, o Brasil teve a melhor colocação no Quadro de Medalhas, ficando na 15ª posição. O maior número de medalhas de ouro conquistadas foi durante os jogos de 2004, quando os atletas trouxeram 5 medalhas par ao país.

O esporte que obteve maior número de medalhas é a Vela, um total de 17 medalhas, sendo 6 delas de ouro.

O FUTEBOL NAS OLIMPÍADAS – O Brasil é pentacampeã mundial e por muitas vezes foi considerado o favorito ao primeiro lugar do pódio. Porém nunca conseguiu alcançar a posição. Em 1984 e nos jogos seguintes, ficou em segundo lugar, conquistando a medalha de prata. Em 1996, uma medalha de bronze foi conquistada. Foram muitos os destaques nos jogos da seleção nas Olimpíadas como Taffarel, Bebeto, Romário, Ronaldo fenômeno, Rivaldo, Roberto Carlos entre muitos outros.

META TOP 10 NO RIO DE JANEIRO – O Comitê Olímpico Brasileiro estipulou a meta do País para os Jogos de 2016. Competindo em casa, o Brasil planeja entrar no top 10 da classificação geral e, para isso, quer subir ao pódio 27 vezes. “É uma meta arrojada, sim. Nós ficamos em 15º em Londres, com 17, queremos saltar para 27. É um salto gigante, mas os jogos em casa mereciam uma meta arrojada, e por isso esse é o número”, disse Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de Esportes do COB.

O COB quer colocar o Brasil entre as potências olímpicas, para manter o êxito também nos Jogos que seguirão ao do Rio. A média brasileira é de conseguir medalhar em sete modalidades. Agora, espera-se que dez esportes conquistem resultados entre os três primeiros.

Abertura

Para a abertura que acontece nessa sexta-feira (05), a festa que está sendo preparada promete ser multicolorida. Desta vez, a cerimônia de abertura será mais modesta que em Londres. O cineasta Fernando Meirelles, um dos diretores da cerimônia, disse que o orçamento da cerimônia é uma fração do que foi gasto em Londres.

Mas os organizadores prometem, mesmo assim, encantar o público de mais de 70 mil pessoas aguardado no estádio do Maracanã e os cerca de três bilhões de telespectadores que deverão acompanhar a inauguração pela TV em todo o mundo. “Queremos dar a maior festa já vista neste país”, disse a cenógrafa Daniela Thomas, que também assina a direção artística do evento.

Guarapuavanos no Rio 2016

Sempre presentes em eventos, quem é de Guarapuava sabe que, sair daqui é, quase sempre, sinal para encontrar um conterrâneo em outros lugares. Para a edição das Olimpíadas no Rio não será diferente, vale tanto para quem for para assistir quanto para quem vai ser voluntário.

Caroline Sobanski, educadora física, participará da Rio-2016 como estatística dos jogos e conta que decidiu participar depois de um convite da Confederação Brasileira de Basquete. “Precisava enviar os currículos e como eu sou árbitra e também faço outras funções como estatística e mesária, eu mandei meu currículo e fui convidada a participar do treinamento”. Durante o treinamento tiveram teste e foram selecionados o pessoal para o evento teste, onde foram separados 60 voluntários, 30 estatísticos e 30 são mesários.

A educadora conta que participar dos jogos é o sonho de todos que, de alguma forma, lidam com o esporte. “Eu já fui atleta, sou formada em educação física, sou envolvida nessa área de esportes, competições, e esse é o maior evento esportivo do mundo. Com certeza, todo mundo tem essa pretensão de participar”, ressaltou.

Outra guarapuavana que é voluntário nos jogos é a funcionária pública, Leyla Mamcasz Calderon. Ela explica que se inscreveu para ver no que dava e, hoje, já está no Rio de Janeiro para atuar. Durante os jogos sua função é assistente de fotografia, no Rio Centro.

Leyla conta que a chamada demorou para sair e chegou a desacreditar que conseguiria, até que recebeu o email de confirmação. “Tivemos um treinamento antes em Curitiba e, também, com algumas partes online”. Leyla começa a trabalhar no dia sábado (06). “Estou bem anim

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