Oficinas culinárias incentivam alimentação de crianças autistas de Guarapuava
Ação marca o Abril Azul e promove atividades com famílias para trabalhar a seletividade alimentar de forma lúdica
A Secretaria Municipal de Educação realizou, nesta terça-feira (07), uma ação voltada à alimentação escolar com oficinas culinárias destinadas a crianças autistas atendidas pelo Centro Especializado de Atendimento ao Autismo (CETEA).
A iniciativa integra o projeto “Fome de Quê” e marca o início das atividades do mês de conscientização sobre o autismo, o Abril Azul. A proposta é trabalhar a seletividade alimentar de forma lúdica, promovendo a aproximação das crianças com novos alimentos.
De acordo com a diretora do Departamento de Alimentação Escolar, Patrícia Chiconatto, o projeto é desenvolvido em parceria com o CETEA e envolve também as famílias.
“Hoje, separamos oficinas culinárias em que pais e crianças trabalham juntos para a construção e aproximação de novos alimentos. Selecionamos receitas conforme a dificuldade alimentar que eles apresentam, a partir de uma triagem já realizada ao longo do ano”, explicou Patrícia.
Entre as preparações escolhidas estão um bolo, um salgado crocante e um suco vitaminado, pensados para estimular o interesse das crianças pelos alimentos.
A atividade foi realizada na cozinha escola da Universidade UniGuairacá, proporcionando um ambiente diferenciado para o desenvolvimento das oficinas. Para a coordenadora da Educação Especial, Frediana Vezzaro de Medeiros, o projeto é contínuo e busca atender às necessidades dos alunos autistas.
“Esse é um trabalho permanente, que procura desenvolver estratégias para lidar com a seletividade alimentar. Hoje utilizamos a cozinha escola como um recurso lúdico e diferenciado para aproximar as crianças desse processo”, destacou Frediana.
Jéssica Siqueira, mãe de aluno, ressaltou a importância da iniciativa. “O bolinho de feijão, por exemplo, nem parecia ser de feijão. Meu filho achou que era de chocolate e comeu três. Isso mostra o cuidado em pensar na seletividade alimentar das crianças autistas. Foi uma experiência muito especial”, relatou.
