Expansão de cursos de Medicina no Paraná é resultado de uma década de articulação política”, diz Zeca Dirceu
Trabalho de mais de dez anos de articulação resultou em mais de 500 vagas anuais, em seis novos cursos, com foco na formação de médicos para o SUS no interior do estado
A ampliação das vagas de Medicina no interior do Paraná não resulta de ações isoladas, mas de uma trajetória construída ao longo de mais de dez anos, todos eles sob acompanhamento e tratativas persistentes do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) em Brasília. Com articulação institucional, diálogo com o Ministério da Educação (MEC), mobilização de prefeituras, instituições educacionais e defesa da interiorização do ensino médico como política pública, a atuação do parlamentar tem mantido o foco ao longo de mais de uma década no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Esse trabalho já resultou na criação e oferta de mais de 500 vagas todos os anos na formação profissional, distribuídas em 6 novos cursos de Medicina no Paraná. Agora, a expectativa se volta para o anúncio de novas autorizações por parte do MEC neste início de 2026 e para a possibilidade de, junto com esse anúncio, poder expandir ainda mais e dar cobertura a todas as regiões do estado.
Frente Parlamentar dá início à agenda
A mobilização começou ainda em 2011, quando Zeca Dirceu assumiu a liderança da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ampliação dos Cursos de Medicina. O colegiado suprapartidário foi criado para enfrentar a histórica concentração de vagas nas capitais e regiões metropolitanas. Desde o começo, a atuação esteve vinculada não apenas à abertura de vagas, mas ao atendimento dos critérios de avaliação do MEC, como infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e integração com a rede pública de saúde. “Não se trata apenas de abrir cursos, mas de garantir médicos bem formados onde o povo mais precisa e interiorizar a formação é fundamental para fortalecer o SUS”, reforça o deputado.
Qualidade como diretriz nacional do MEC
Para garantir a qualidade da formação profissional, e não apenas a abertura de novas vagas, o próprio MEC tem reforçado os mecanismos de controle e avaliação da formação médica. A autorização de novos cursos passou a considerar indicadores como o Conceito Preliminar de Curso (CPC), o Índice Geral de Cursos (IGC), a nota do Enade, além da comprovação de infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e vínculo efetivo com hospitais e unidades do SUS.
Em 2025, esse processo foi aprofundado com o lançamento do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que unifica a avaliação dos estudantes de Medicina e a seleção para a residência médica. O novo instrumento amplia a transparência, permite comparar a qualidade da formação entre instituições e reforça a responsabilidade das faculdades na preparação dos futuros médicos.
Diálogo com o MEC e articulação municipal
Com a criação de políticas federais como o Programa Mais Médicos, lançado em 2013 no governo Dilma Rousseff, o debate sobre a formação médica ganhou força. Zeca Dirceu aprofundou o diálogo com o MEC e com instituições de ensino interessadas em ofertar o curso fora dos grandes centros. Nessa fase, atuou como ponte entre municípios paranaenses, universidades e o governo federal, orientando gestores sobre critérios técnicos e exigências do ministério. “Muitos municípios tinham demanda e estrutura, mas não sabiam por onde começar. Nosso papel foi articular, orientar e defender esses projetos em Brasília”, relembra.
Pressão política e mobilização regional
A partir de 2017, articulações ganharam força e visibilidade em várias regiões do interior paranaense. De lá para cá, foram criados os cursos de Medicina da Fadep/Unidep de Pato Branco (2017), da Unipar de Umuarama, Integrado de Campo Mourão e da Campo Real de Guarapuava (2018), além do curso da Honpar de Arapongas e da Uniguairacá na região de central do estado (2025). Somadas, essas instituições oferecem 513 vagas anualmente.
Outras instituições e regiões entraram e seguem na disputa por essa conquista também, como as de Apucarana, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, o Norte Pioneiro, Paranavaí e Ponta Grossa. Desde então, o deputado participou de reuniões com prefeitos, reitores e lideranças locais, representando essa luta e enfatizando a necessidade de novos cursos alinhados às redes do SUS. Mesmo em períodos de retração de políticas públicas federais, Zeca manteve a pressão por agilidade nos trâmites dessa realização. “Não basta criar vagas. É preciso garantir que filhos e filhas da classe trabalhadora também possam cursar Medicina e retornar para atender suas comunidades”, destaca.
Agenda permanente
Zeca Dirceu segue atuando na Frente Parlamentar da Medicina e no acompanhamento de novos projetos em análise pelo MEC. A defesa da expansão dos cursos permanece alicerçada em três eixos: interiorização, qualidade da formação e compromisso social com o SUS. “Formar médicos no interior é investir em desenvolvimento regional, em saúde pública e em justiça social. Essa sempre foi e continua sendo a nossa luta. Nossa expectativa é de que logo possamos comemorar os novos anúncios, a realização dos vestibulares e o ingresso de mais estudantes nas turmas para se tornarem futuros médicos e médicas da população paranaense”, conclui o deputado.
