Projeto da Itaipu e PNUD levará assistência técnica gratuita a 5 mil agricultores familiares
Iniciativa leva conhecimento técnico e práticas sustentáveis para fortalecer a agricultura familiar no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul
Cerca de 5 mil agricultores familiares de 434 municípios do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul receberão assistência técnica gratuita por meio do projeto “Caminhos Sustentáveis: Inovação, Renda e Conservação no Campo”, iniciativa da Itaipu Binacional em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A proposta é ampliar o acesso dos agricultores à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), ajudando na adoção de práticas agroecológicas, na melhoria da gestão da produção e no uso mais eficiente dos recursos naturais. “Com isso, buscamos contribuir para o aumento da renda e da qualidade de vida das famílias produtoras da nossa área de influência”, explicou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Na região, milhares de famílias vivem da agricultura familiar, atividade responsável pela produção de alimentos, movimentação da economia local e manutenção das comunidades rurais. Apesar de sua importância, muitos agricultores ainda enfrentam desafios para fortalecer a produção, acessar conhecimento técnico qualificado, melhorar a gestão das propriedades e ampliar suas oportunidades no campo.
Segundo o gerente da Divisão de Ação Ambiental da Itaipu, Ronaldo Juliano Pavlak, a atuação no campo reforça o compromisso da Binacional com o desenvolvimento sustentável da região e ganha ainda mais força com a parceria com o PNUD, que contribui com metodologias, articulação institucional e apoio técnico.
“O projeto chega para a gente como uma mudança de paradigma na forma de realizar assistência técnica, elevando o patamar com a assessoria do PNUD, que consegue permear todos esses espaços e melhorar significativamente o desenvolvimento das atividades”, avaliou o gerente.
Nesse sentido, a assistência técnica também desempenha um papel importante na conservação dos recursos naturais e no fortalecimento da produção nas propriedades rurais. “O projeto vai garantir segurança hídrica, evitando a perda de solo e nutrientes nas propriedades. Ao mesmo tempo, os agricultores melhoram sua produção e renda. Ou seja, é uma relação em que todos ganham”, complementou.
Segundo Carlos Henrique Gonçalves, gestor da iniciativa na Itaipu, o projeto inicia agora uma etapa fundamental de organização metodológica e territorial. “É com grande alegria que contamos com essas organizações conosco. Neste momento estamos iniciando a parte metodológica e as estratégias territoriais para que as famílias tenham a oportunidade de receber esse serviço tão esperado na nossa região”, afirmou.
A iniciativa também irá fortificar o acesso das famílias agricultoras a políticas públicas, crédito e circuitos de comercialização, além de estimular a participação de jovens nas atividades produtivas e nas organizações locais.
A execução das atividades será realizada por organizações especializadas em Ater, como o Instituto de Estudos e Assessoria ao Desenvolvimento (Ceades); a Humana Povo para Povo Brasil; a Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná (Biolabore); a Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (Adeop); e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), somando cerca de 70 técnicos extensionistas, que acompanharão de perto as famílias agricultoras e apoiarão a adoção de práticas produtivas mais sustentáveis.
