Richa e Osmar Dias indicam reaproximação para 2018

A cerimônia de entrega da Ordem Estadual do Pinheiro, a mais alta honraria do Governo do Paraná, no Palácio Iguaçu, acabou ganhando contornos políticos, com reflexos sobre a sucessão estadual. Entre os 37 agraciados com a condecoração pelo governador Beto Richa (PSDB) estava o ex-senador Osmar Dias (PDT), apontado desde já como um dos principais nomes para a disputa pelo governo para 2018. Ex-adversários na eleições de 2010, os dois trocaram amabilidades, reforçando a sinalização sobre a possibilidade de aproximação de seus grupos políticos visando uma aliança para daqui a dois anos.

Aliados do governador apostam em uma aliança entre o tucano e o pedetista, com Osmar disputando o governo e Richa uma das vagas do Paraná no Senado. O ex-senador já confirmou a intenção de voltar a disputar o Palácio Iguaçu, e disse ter convites de vários partidos, mas ainda desconversa quando sobre alianças. “É um momento de muita conversa, de muita união, de muito diálogo, para que você possa superar e fazer uma ligação com 2018 para que a população possa se manifestar. Você se colocar à disposição é uma coisa, você viabilizar o seu nome como candidato, depende do que a população está pensando. Eu tenho a humildade suficiente para reconhecer que, em outras oportunidades, eu não fui escolhido, e se isso ocorrer agora eu estou muito preparado para enfrentar esse desafio”, afirmou.

Mesmo cautelosas, as declarações de Richa e Osmar, ontem, mostraram que nenhum dos dois lados descarta a possibilidade de uma aproximação. “Fico feliz em constatar que o trabalho que desenvolvi pelo Paraná fez merecer essa lembrança”, comentou o ex-senador após receber a comenda. “Osmar Dias, pela sua trajetória e história política, merece esse reconhecimento”, disse o governador.

“Há convites de outros partidos para participar da eleição de 2018. No entanto, neste momento, eu acredito que o mais importante é a gente mostrar aquilo que pretende fazer no Estado caso venha a ser candidato”, argumentou ele, que chegou ainda a destacar a situação mais favorável do Paraná neste momento de crise econômica e política. “O Paraná está sofrendo um menor impacto da crise nacional”, avaliou o pedetista.

“É evidente que conversas existem. Acabou a eleição municipal e a classe política é ansiosa. Eu sou cauteloso. Tudo em seu devido momento. Ainda é cedo para se falar de novas eleições, mas conversas existem e devem existir sempre”, disse Richa.

Confiança — Osmar reafirmou que pretende percorrer o Estado nos próximos meses para discutira a elaboração de um futuro plano de governo. E demonstrou que vê na crise uma oportunidade para mudanças na política. “Não dá para enfrentar uma crise econômica com os políticos e instituições tão desrespeitadas, faltando confiança da população. Eu acho que é construção dessa confiança é que vai nos levar efetivamente na reconstrução do país economicamente”, afirmou. “Não é possível tanta roubalheira, tanta corrupção enquanto milhares de pessoas passam dificuldades no País. É a hora da união das pessoas de bem, independente de partido ou ideologia, para que a gente possa reconstruir o Brasil”, defendeu.

“Se a população entender que estou pronto, colocarei em prática no Paraná um modelo diferente de gestão, um modelo diferente de governar”, disse. “Não estou aqui tecendo criticas a ninguém, apenas dizendo que tenho uma forma de ver a política que diferencie um pouco daquilo que está acontecendo no cenário nacional”, afirmou o ex-senador.

Bem Paraná

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