Bate- bola sem fim

Daniel Ivanski reivindica há 8 anos melhorias no transporte público e ainda  busca respostas para resolver o problema

Quem utiliza as linhas do transporte público de Guarapuava, bem sabe das dificuldades e precariedades em relação a algumas linhas dos bairros. Itinerários quase sempre lotados, horários de linhas muito demorados, preço da passagem elevado, e trajetos que possibilitam fazer um “Tour na cidade” são alguns dos problemas enfrentados todos os dias por quem utiliza o ônibus.

Cansado dessa situação o vendedor Daniel Ivanski, que de certa forma é um líder da comunidade do bairro Boqueirão, tenta desde 2009 uma negociação para mudar o percurso e horário das linhas “Madeirit e Jardim Veneza”, ambas atendem Boqueirão e Lagoa Dourada.

Problema:

A principal reclamação do jovem é devido ao fato de que o bairro Boqueirão é o maior em população e extensão da cidade, e possui apenas duas linhas, cuja as quais fazem um percurso de 17km (Madeirit) e 15km (Jardim Veneza) por dia, com intervalos de hora em hora.

Há algumas linhas extras que atendem o bairro, como o Madeirit via Dom Federico, mas não são todos os horários e dias que a linha é disponível. Daniel  iniciou essa busca pela melhoria no itinerário devido utilizar o transporte todos os dias, e perceber o percurso que o ônibus faz para atender a demanda de outro bairro é realmente desnecessário.

“Ele passa pelo Boqueirão e Lagoa dourada, mas depois vai pelo Santuário de Shoenstatt e atende todo o pessoal da Vila Bela. Não tem a necessidade disso, visto que este bairro possui outras linhas que podem suprir a demanda. Levamos cerca de 1h para chegar em casa, por conta de toda esta volta, e não temos outras opções que chegam mais cedo”, diz.

Outra coisa que Daniel questiona é o fato da superlotação nos ônibus, ele enfatiza que há bairros mais próximos do centro, que possuem linhas de 15 em 15 minutos, sendo o  Boqueirão um bairro muito maior, e mais distante do centro, ainda assim os horários são de hora em hora, e por isso está sempre lotado.

Tentativas:

Esta não é a primeira vez que Daniel busca respostas e tenta negociações. Desde 2009 como citado no início da matéria, ele vem buscando soluções. Em julho do ano passado ele esteve em reunião com o Conselho Municipal de Trânsito (COMUTRA), a Pérola do Oeste (empresa responsável pelo transporte público), a Secretaria de Trânsito, e outros órgãos competentes para resolver a situação.

Na reunião em questão foi repassado ao jovem, que as mudanças solicitadas por ele, não poderiam ser feitas, devido a um estudo feito pela AGKF (empresa de mobilidade urbana) que realizou estudos em Guarapuava, e segundo a o Setran não percebeu a necessidade de tais alterações.

Descontente com o descaso em relação a centenas de guarapuavanos que utilizam destas e de outras linhas, em fevereiro deste ano, Daniel novamente entrou com um ofício para os órgão competentes solicitando que eles esclarecessem o que pode ser feito, e quais medidas podem ser tomadas, em base no estudo da AGKF. Até agora Daniel não obteve resposta de fato sobre o assunto.

“Eu gostaria que eles ao menos aplicassem o estudo da AGKF, ou fossem coerentes nas respostas, pois estou buscando a melhoria de todo um bairro, e desde o início busco negociações. É meu direito de cidadão recorrer quando descontente com um serviço público prestado”, declara.

Autoridades:

Em nota a assessoria da Pérola do Oeste informou que:

“Como prestadora de serviço de transporte pública, atende e cumpre todas as solicitações feitas pela Prefeitura. Portanto, todas as reivindicações devem ser feitas e discutidas com o Setrans – Secretaria Municipal de Transportes, que encaminha os pedidos à empresa, mas que também  está sempre disposta a realizar melhorias para atender os clientes da melhor forma, sempre pautada pelo estudo dos casos e autorização do poder público”, diz a assessora de comunicação da Pérola do Oeste.

 

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