Saúde  

A partir desta terça-feira (27), o município de Guarapuava  disponibilizará repelentes para proteger gestantes

FOTO: Divulgação

As gestantes podem retirar os repelentes nas unidades básicas de saúde do município

No ano de 2015, a epidemia do zika vírus gerou um surto de medo e insegurança na população brasileira devido  ao crescimento significativo dos casos de microcefalia em recém nascidos , desde então campanhas de conscientização organizadas por instituições e pela própria população vem tentando combater a reprodução do mosquito transmissor, Aedes Aegypty, o mesmo causador de doenças como a dengue e a febre chikungunya.

A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro da criança são menores que o normal para a idade, esse fator prejudica o desenvolvimento mental, porque o fechamento da caixa craniana da criança acontece prematuramente e isso não permite com que o cérebro se desenvolva da forma adequada.

Mesmo três anos depois da epidemia, a doença que pode ser transmitida quando a criança está na barriga da mãe, ainda continua sobre constante observação. Além dos cuidados com a limpeza dos locais que possibilitam o surgimento de criadouros do mosquito ,o uso de repelentes também é uma alternativa para evitar a transmissão do vírus.

Em Guarapuava, a distribuição de repelentes para gestantes cadastradas no programa Bolsa Família terá início na nesta terça-feira (27). Segundo a Chefe de Divisão de Programas Estratégicos da Secretaria de Saúde de Guarapuava, Fernanda Spyra, a ação quer evitar os casos de transmissão do vírus. “O objetivo do governo com essa campanha onde as grávidas receberão o repelente é fortalecer os meios de combate contra o Aedes Aegypti, protegendo as gestantes. A campanha visa atender as gestantes que recebem o Bolsa Família. Como essas famílias estão dentro do perfil de vulnerabilidade social”.

Segundo Fernanda, alguns bairros da cidade tem a prioridade na distribuição. “Aproximadamente 800 gestantes estarão recebendo os repelentes no município de Guarapuava, sendo priorizadas as gestantes beneficiárias do Programa Bolsa Família e as gestantes de áreas que vem apresentando maior número de larvas segundo a Vigilância Sanitária: Bonsucesso, Conradinho,  Xarquinho, Vila Carli, Santa Cruz, Santana, Tancredo Neves e Boqueirão.

Os repelentes podem ser retirados pelas gestantes nas unidades básicas de saúde de cada bairro. “Ações como essas são importantíssimas para evitar doenças como a Microcefalia que estão relacionadas ao mosquito, pois de acordo com dados do Governo Federal, em 2015 e 2016, foram notificados 10,2 mil casos de crianças nascidas com alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção do vírus zika no Brasil, sendo 2,2 mil confirmados. Neste período, foram concedidos 1,9 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia”, ressalta Fernanda.

O Ministério da Saúde faz um alerta sobre a aplicação do repelente nas áreas do corpo que ficam expostas ao sol,  devendo ser reforçada a cada dez horas, mas o uso de repelentes não deve ser a única medida a ser tomada para evitar a transmissão das doenças, é importante que as gestantes adotem ainda medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes Aegypti, como se proteger da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida, entre outras.A melhor maneira de se proteger contra o mosquito é eliminando seus criadouros.