Educação

Psiquiatra realiza projeto piloto sobre prevenção do suicídio

O objetivo de Jose Cleber é alertar sobre o tema com foco na prevenção
Na foto, o psiquiatra Jose Cleber ferreira (Foto: Juliana Cavalheiro)

Na última quinta-feira (1), o médico psiquiatra de Guarapuava Jose Cleber Ferreira, de forma voluntária, realizou uma palestra de um projeto piloto no Colégio Francisco Carneiro Martins, para cerca de 100 alunos, além de convidados da sociedade civil organizada, como Presidência da OAB e Chefia do Núcleo Regional de Educação.

A reportagem do Jornal Extra Guarapuava esteve presente e na ocasião, Jose Cleber falou que a proposta é levar informação para a comunidade. “Estudos são muito claros quando eles mostram que a cada dez pessoas que se matam, nove tem doença mental passível de tratamento e se através destas informações as pessoas puderem identificar o mais precocemente estas pessoas que estão doentes ou com mudanças de comportamentos, mais cedo podemos encaminhá-las para tratamento, e aí sim conseguiremos reverter esse jogo que hoje estamos perdendo por uma grande diferença”, disse o psiquiatra.

Dr. Cleber falou que iniciou um projeto voluntário no Hospital São Vicente de Paulo para atender jovens que tentaram suicídios. A ideia surgiu em uma conversa com suas filhas Maria Eugênia e Gabriela, para então começar conversar com jovens nas escolas.

Ele comentou que recentemente participou de um Congresso de Psiquiatria em Nova York. “Lá eu participei de uma mesa que falava sobre suicídio e um americano comentou que a melhor prevenção é a informação para população jovem, nas escolas, foi então que entendi que eu não deveria apenas atender quem tenta o suicídio e sim ajudar a evitar”, ressaltou Jose Cleber.

Dados demonstram um aumento de casos de suicídio no Brasil de 10,4% em adultos e 30% em jovens, com a alarmante média de 30 mortes por dia no país. É a segunda causa de morte entre adolescentes.

Dr. Cleber disse que quando uma pessoa chega ao ponto de cometer o suicídio, ela quer aliviar a dor que ela não entende. A cada pessoa que se mata, compromete a vida pessoal, profissional e familiar de outras seis, por exemplo. “Se eu conseguir evitar que uma pessoa se mate, também vou conseguir que mais pessoas adoeçam e essa é a nossa maior proposta”, ressaltou o psiquiatra.

“Suicídio é consequência final de um processo, tem todo um histórico, hoje as pessoas não escrevem mais cartas, elas deixam pistas nas redes sociais as quais precisamos enxergar, finalizou Jose Cleber.