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Projeto propõe recomposição salarial de servidores municipais

Percentual de recomposição é de 4,94% para ser implementado a partir de setembro
Valor do reajuste aplicado sobre o vencimento básico será em duas parcelas iguais, divididas entre o mês de setembro e a segunda até dezembro deste ano (Foto: Luca Soares/Extra Guarapuava)

O prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, enviou à Câmara Municipal de Vereadores, o projeto de lei complementar que trata da recomposição salarial dos servidores municipais. O percentual de recomposição é de 4,94% para ser implementado a partir de setembro.

O valor do reajuste aplicado sobre o vencimento básico será em duas parcelas iguais, divididas entre o mês de setembro e a segunda até dezembro deste ano. A proposição é decorrente de normativa constitucional e do estatuto do servidor.

Para a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Guarapuava (Sisppmug), Cristiane Aparecida Wainer, esta recomposição salarial, “minimamente, se cumpre” a inflação do período para que não gere perdas nos salários dos servidores, para que não diminua seu poder de compra. Porém, para ela, no momento, é importante que se cumpra isso.

(Foto: Luca Soares/Extra Guarapuava) Para a presidente do Sisppmug, Cristiane Wainer, é importante que acordo esteja sendo cumprido

 

Segundo Cristiane, que vê com bons olhos esse primeiro passo do poder público nas negociações, a questão da data-base é um direito constitucional, previsto no estatuto do servidor, nos planos de carreira do servidor, que tem direito a essa revisão.

“O acordo está sendo cumprido, e isso é uma coisa importante. O sindicato cumpre seu papel de cobrar, fazer com que o executivo cumpra uma obrigação, um direito dos trabalhadores e trabalhadoras, e a administração também faz um papel importante, que é de cumprir aquilo que foi acordado, enviando o projeto, que, agora, está na apreciação dos vereadores.

Ainda segundo Cristiane, além de cumprir com suas obrigações, é importante que o executivo esteja sempre aberto aos diálogos, como ocorreu nas últimas negociações.

“A greve é a último recurso que o trabalhador utiliza. Por isso, que a gente cobra tanto dos gestores, que sempre estejam abertos ao diálogo. Nós precisamos estar sempre abertos. Ninguém é dono da verdade. Nós precisamos estar sempre em constante diálogo para garantir que não precise chegar num momento de greve. A greve não é boa para ninguém”, ressaltou Cristiane.