Policial

Polícia prende suspeitos envolvidos na morte de empresário

  Os quatro suspeitos foram apresentados à imprensa (Foto: Alcione Ribas)   Jonas Laskouski   A segunda edição impressa da semana, como de praxe, já está nas bancas. Na capa, a prisão de quatro homens, supostamente envolvidos na morte do empresário que era um dos sócios da Flabel Construção Civil, o que nos deu a linha do editorial do Extra Guarapuava desta sexta-feira (19). Depois dele, as informações do caso. Boa leitura!   "A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA A violência nesse Brasil de meu Deus é entregue de bandeja na tela de nossos smartphones, da TV, de nossos computadores e do jornal que você agora lê, através de notícias que, apesar do volume constante, ainda chocam. Porque acontece perto da gente. Cada vez mais perto. Porque acontece com quem a gente conhece. Porque mesmo com desconhecidos, as barbaridades cometidas dia após dia, hora após hora, são capazes de despertar perplexidade e indignação e aquele sentimento de impotência que nin-guém-a-guen-ta-mais. E quando achamos que nada mais falta acontecer, lá vem a internet nos jogar na cara mais absurdos. E cada vez mais absurdos. E isso parece não ter fim. Um dos grandes alívios para em quem resta sentimentos e sensibilidade, e não são muitos os seres ainda "humanos", é a rapidez das investigações policiais referentes aos casos. Não todas, vírgula. Vemos, em muitos municípios brasileiros uma polícia corrupta e abusiva, que mata sem dó e vive de interesses. Diferente de Guarapuava, onde o trabalho conjunto das polícias Civil e Militar tem sido extremamente eficiente na investigação, elucidação e prisão de suspeitos, envolvidos e autores dos mais diversos crimes. Na manhã dessa quinta, durante uma coletiva de imprensa, a delegada da Mulher, Ana Carolina Hass de Miranda, responsável pela investigação do latrocínio do empresário Arnaldo Flareço, covardemente morto no último dia 9, apresentou quatro suspeitos de envolvimento no roubo que vitimou o sócio da Flabel (veja abaixo). Apesar de não admitirem participação, mais meio caminho andado. E o caminho de diversos crimes tem chegado ao fim pelas mãos e mentes desses policiais, investigadores, delegados, enfim, por uma equipe engajada em combater a violência. Prevenir situações criminosas é praticamente impossível. Mas investigar, prender e punir é essencial para nossa segurança. E Guarapuava está cumprindo esse papel. Vale ressaltar que o diálogo com a imprensa, que é parceira, melhorou e muito. Nosso obrigado".   PRISÕES Quatro homens foram presos na manhã de ontem (quinta, 18), em Guarapuava, suspeitos de estarem envolvidos no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou um dos sócios da Flabel Construção Civil.   Arnaldo tinha 64 anos. O tiro, segundo informações recebidas pelo Extra, pegou primeiro de raspão no braço e acabou perfurando os dois pulmões (Foto: Reprodução)   O empresário Arnaldo Flareço foi morto no último dia 9 de outubro. Ao sair da chácara da empresa, no início da tarde desse dia, o empresário foi abordado por dois homens armados que anunciaram o roubo. Arnaldo foi rendido e levado pelos marginais. Durante a fuga, os assaltantes balearam a vítima e o jogaram para fora da camionete. Mesmo baleado, ele conseguiu pedir ajuda para moradores do bairro Aeroporto. Em estado grave, foi levado para o hospital onde foi operado, mas acabou não resistindo e faleceu na madrugada do dia 10. A Polícia Civil investigava o caso desde então, na tentativa de localizar o veículo levado pelos bandidos, que foi encontrado no Jardim Colibri. O carro estava em um matagal e sem três, das quatro rodas.   A delegada Ana Carolina na coletiva na manhã de ontem (Foto: Reprodução: TV Humaitá)   Segundo a delegada Ana Carolina Hass de Miranda, que é a responsável pelo caso, a polícia conseguiu localizar a pessoa que comprou os pneus. O homem revelou então os nomes dos suspeitos presos nesta quinta. Já na delegacia, em depoimento, nenhum dos quatro admitiu o crime. Os nomes dos suspeitos, que foram presos no Colibri (onde estava o carro), no Jardim das Américas e no bairro Alto Cascavel não foram divulgados e a polícia continua investigando.