Economia

Pesquisa aponta que quase 100% dos paranaenses estão endividados

Percentual de famílias com algum tipo de dívida vem nesse patamar desde junho
Entre as famílias de menor renda, o endividamento teve ligeiro aumento, passando de 89,5% para 90% (Foto: Luca Soares)

O endividamento das famílias paranaenses, falando mais precisamente, ficou em 90,9% em novembro, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

O percentual de famílias com algum tipo de dívida vem nesse patamar desde junho, com poucas variações. A parcela de endividados com contas em atraso foi de 29,4% no mês passado e os que não terão condições de pagar seus débitos correspondiam a 10,8%.

No cenário nacional, houve elevação no endividamento médio dos brasileiros, que passou de 64,7% em outubro para 65,1% em novembro.

Na segmentação por renda, verifica-se redução do endividamento entre as famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos, que caiu de 96,4% em outubro para 95,2%. Entre as famílias de menor renda, o endividamento teve ligeiro aumento, passando de 89,5% para 90%.

 

Tipo de dívida – O cartão de crédito, tradicionalmente o principal motivo de endividamento, correspondeu a 76,2% das dívidas dos paranaenses em novembro. O financiamento imobiliário abrangeu 7,5% das contas a pagar, enquanto o financiamento de veículo concentrou 6% dos débitos.

Renda comprometida – O comprometimento médio da renda com dívidas ficou em 32,6%. A maioria dos paranaenses, 67,6%, compromete de 11% a 50% de seus rendimentos com dívidas.

O tempo médio de comprometimento do paranaense com dívidas ficou em 6,2 meses em novembro, sendo que a maior parte das dívidas, 48,9%, foi contraída por até três meses. As dívidas por mais de um ano corresponderam a 37,6%.

Inadimplência e tempo de endividamento – A inadimplência, que é o atraso no pagamento acima de 90 dias, atingiu metade dos endividados com contas em atraso, e é um pouco maior entre as famílias com renda até dez salários mínimos, com 50,4%, ante 48,5% entre as famílias com renda acima deste patamar.