Economia

Mercado reduz projeção de crescimento da economia para 1,98% em 2019

Gráfico mostra o aumento do PIB de Guarapuava desde 2010 até 2016, último ano com dados disponíveis sobre o município (Fonte: IBGE) A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2% para 1,98% este ano. Foi a quinta redução consecutiva. Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB recuou de 2,78% para 2,75% na segunda redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília. Paraná e Guarapuava Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de 2016 (último ano com dados disponíveis), Guarapuava possuí um PIB de 5,25%, número que vem subindo ano após ano. Em 2010 o PIB do município era de 2,5%, com 2,9% em 2011, 3,4% em 2012, 4,1% em 2013, 4,4% em 2014 e 4,7% em 2015. No entanto, o PIB de Guarapuava ainda é inferior ao PIB do Paraná, que registrou 6,3% na última pesquisa realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), em 2017. De acordo com a pesquisa, o Estado movimentou R$415,8 bilhões de reais naquele ano. O desempenho da economia paranaense, impulsionado pela agropecuária, foi maior que o dobro da média brasileira, de 1%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda per capita em 2017 no Estado chegou a R$ 36.728 –16,3% superior a do Brasil (R$ 31.590). Ainda de acordo com o IBGE, a média salarial dos trabalhadores formais em Guarapuava é de 2,6 salários mínimos, com 25,9% da população do município com emprego formal (46.505 pessoas). O PIB per capita (resultado do produto interno bruto dividido pelo número de habitantes do município) é de R$29.319,05 reais, ocupando apenas o 137º lugar dentre os 399 municípios que compõem o estado do Paraná. A nível estadual, o Paraná é o 6º estado mais populoso do país, com mais de 11 milhões de habitantes. No quesito educação, o Paraná também ocupa o 6º lugar entre os estados com maior número de alunos matriculados em escolas (mais de 1 milhão de alunos matriculados no ensino fundamental ou médio). O rendimento médio per capita dos trabalhadores do estado é de R$1.607,00, maior do que a média do país e colocando o Paraná também em 6º lugar neste quesito. Inflação A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanece em 3,89% neste ano. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.  Taxa Selic Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Comitê de Política Monetária (Copom) considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020.