Saúde

Estado terá políticas públicas para a saúde da mulher em todas as fases da vida

Iniciativa do governador Ratinho Junior vai consolidar avanços em diversos campos e não apenas na atenção materno-infantil
Objetivo é consolidar os cuidados em todas as suas fases de vida e não apenas na atenção materno-infantil (Foto: AEN)

Por iniciativa do governador, Ratinho Junior, a Secretaria da Saúde do Paraná vai formatar uma política estadual perene de atenção à saúde da mulher. O objetivo é consolidar os cuidados em todas as suas fases de vida e não apenas na atenção materno-infantil.

A política deve buscar a consolidação dos avanços no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase na melhoria da atenção obstétrica, no planejamento familiar, na atenção ao abortamento inseguro e no combate à violência doméstica e sexual.

Segundo a secretaria, a meta é abrir um leque para que a atenção à mulher contemple, além das campanhas mais incisivas sobre câncer de mama e colo de útero e gestão materno-infantil, também o planejamento reprodutivo (métodos contraceptivos), atenção obstétrica (pré-natal, parto, puerpério, urgências e emergências obstétricas e aborto), vigilância epidemiológica do óbito materno, violência sexual e doméstica, climatério, gênero, saúde mental, feminilização da Aids e infecções sexualmente transmissíveis.

De acordo com a superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria da Saúde, Maria Goretti David Lopes, o despacho assinado pelo governador significa um marco histórico dos direitos da mulher no Paraná. “O governador entendeu que precisamos ter esse olhar para as mulheres e avançar nos direitos sexuais e reprodutivos, na atenção obstétrica, na busca pelo fim da mortalidade materna, no planejamento familiar e na entrega de conceptivos. Essa política entende a mulher em todo o seu contexto social, todas as fases de sua vida. A atenção integral à mulher precisa se fazer presente em cada unidade de Saúde do Estado”, afirmou.

Especializada – As ações da área também têm como foco a atenção especializada para mulheres negras, quilombolas, em situação de prisão, indígenas, moradoras do campo e da floresta, com deficiência, transexuais, lésbicas, bissexuais, idosas, em situação de rua e ciganas. Elas se somam a diversas outras campanhas permanentes da Secretaria da Saúde como o Outubro Rosa, vigilância vacinal e programas específicos para saúde mental, bucal e da pessoa idosa.

A política estadual de atenção à saúde da mulher vai acompanhar as bases da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, construída pelo Ministério da Saúde. Esse programa incorporou princípios como equidade na atenção e participação social.

Além disso, propõe formas mais integradas e diretas de relacionamento entre os profissionais de saúde e as mulheres, com intuito de promover autonomia e maior controle sobre a sua saúde, seu corpo e sua vida.