Política

Deputados pedem suspensão do aumento da tarifa do pedágio no Paraná

Conforme contrato, reajustes devem acontecer a partir de 1º de dezembro
Da esquerda para direita, Cobra Repórter, Luiz Claudio Romanelli e Tercílio Turini (Foto: Orlando Kissner/Alep)

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou, nessa quarta-feira (27), requerimento dos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSB), Cobra Repórter (PSD) e Tercílio Turini (PPS) que pede ao governador Ratinho Junior e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, que "não seja autorizado qualquer reajuste no valor da tarifa do pedágio das rodovias sob a responsabilidade da Econorte", notadamente as praças exploradas na BR-369 e PR-323. Normalmente, os reajustes são autorizados pela Agepar anualmente no dia 1º de dezembro.

Os autores do requerimento explicam que as tarifas praticadas pela referida concessionária são as mais altas das rodovias do Anel de Integração do Paraná e, certamente, dentre as mais altas de todo o sistema rodoviário concessionado do Brasil, com valores exorbitantes nas praças de Jataizinho (R$ 23,70 para automóvel), Jacarezinho (R$ 21,90) e Sertaneja (R$ 20,40).

Segundo Romanelli, Cobra Repórter e Tercílio, especialmente a mesorregião Norte Pioneiro, vem sofrendo com as tarifas abusivas do pedágio, que penalizam os moradores nos deslocamentos entre municípios e também inviabilizam a atração de investimentos, por encarecerem o custo de produção no item transporte rodoviário. "Os valores praticados são um grande empecilho para o fortalecimento da economia regional, como apontam lideranças políticas, empresariais e comunitárias", avaliam.

Sub judice – As três praças de pedágio estão instaladas nas rodovias BR 369 e PR 323, de acesso a São Paulo e concentram a maior parte das riquezas do Brasil. São os dois caminhos mais curtos para empresas, cooperativas agrícolas, produtores rurais e outros segmentos enviarem a produção para municípios paulistas e a capital. Dessa forma, o valor da tarifa interfere no preço final da matéria prima e mercadorias industrializadas, diminuindo em muitos casos o poder de competição da produção paranaense.

Além disso, segundo os deputados, os valores das tarifas praticadas pela Econorte, encontram-se sub judice, porque fixadas em razão de decisões judiciais, em ações movidas pela Procuradoria Geral do Estado e certamente defenderá a tese contrária a qualquer reajuste nas tarifas a partir de 1º de dezembro vindouro, data em que normalmente são majorados os preços nas praças de pedágio do Anel de Integração.

Os deputados lembram que a Justiça Federal determinou o fechamento da praça de pedágio de Jacarezinho, de responsabilidade da Econorte, bloqueio judicial de numerário, bem como a imediata redução da tarifa em 26,75% da Praça de Pedágio de Jataizinho/Sertaneja, valor que chegou a partir da supressão dos termos aditivos tidos como fraudulentos, além da imediata retomada do cronograma de obras do Contorno Norte de Londrina.