Educação  

Neurociência como agente facilitador da aprendizagem foi tema de palestra em Guarapuava

FOTOS. Assessoria

Promovido pela secretaria de Educação o evento reuniu milhares de educadores do setor de ensino municipal

O professor, doutor, José Meciano Filho Nino falou das mudanças de cultura e costumes para melhoria do aprendizado

Para garantir a qualidade de ensino da rede municipal, a Secretaria de Educação e Cultura promove constantemente capacitações e formações para professores, educadores e profissionais de Pedagogia. No dia 15, no Vittace Centro de Eventos, aconteceu a palestra Neurociência como agente facilitador da aprendizagem, que reuniu 1,7 mil servidores da secretaria. “A qualidade do ensino que as nossas escolas e CMEIs oferecem não deixam a desejar em relação à rede privada. Temos estrutura, profissionais qualificados, tudo para oferecer uma educação de excelência às nossas crianças. A educação que queremos para o país começa a ser transformada aqui”, frisou o prefeito Cesar Silvestri Filho.

A secretária de Educação e Cultura, Doraci Senger Luy, destacou que a secretaria tem o compromisso de educar com qualidade. “Queremos continuar oferecendo o que há de melhor para nossos alunos, então capacitar os profissionais é uma das fórmulas mais eficientes de atingirmos a excelência na educação”.

O palestrante foi o professor doutor José Meciano Filho Nino, pesquisador na área de envelhecimento neurológico, neuroplasticidade cognitiva, aprendizagem, neurociências e ensino. O tema Neurociência como agente facilitador da aprendizagem teve o objetivo de esclarecer aos professores como o cérebro humano processa e registra novas informações. “O processo de aprendizagem inicia com a sensação, através da visão, tato ou audição, em seguida a percepção e, por último, é construído o conceito. Por exemplo, quando digo para a criança que um artrópode é um animal com vários pares de apêndices articulados, ela pode até decorar, mas não vai aprender. É necessário fazer associações com coisas que ela já conhece. Agora quando eu digo que uma aranha e uma joaninha são artrópodes, pois têm apêndices articulados, que são as pernas e pés, a criança associa o conceito àquilo que ela já viu e memoriza essa nova informação fazendo associações”, exemplificou.

Novas tecnologias

O palestrante destacou ainda que os professores devem preparar os alunos da geração z e alpha para profissões, tecnologias e problemas que ainda não existem. “Precisamos prepará-los para compreender, reconhecer e interpretar o mundo a sua volta. Há mais ou menos 10 anos, nós não tínhamos pendrive ou smartphones, mas foi preciso se adaptar às mudanças e, para isso acontecer, nosso cérebro tem que estar estimulado a aprender”.