Cidadania  

UNICENTRO: Projeto Florescer é referência estadual no combate à violência contra a mulher

 

FOTO. Assessoria

Em uma das atividades reuniu representantes pedagógicos da Rede Municipal de Educação de Guarapuava no Mini-Auditório do Campus Santa Cruz

O projeto Florescer, que faz parte do Núcleo Maria da Penha (Numape) da Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), em Guarapuava, divulgou recentemente os produtos audiovisuais e impressos referente a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência de gênero”, que ocorreu no final de 2017. Os materiais produzidos têm como objetivo de auxiliar no combate à violência contra a mulher e ajudar a vítima a identificar esse tipo de agressão.

Os produtos produzidos para a segunda etapa do projeto, referente à campanha dos 16 de ativismo, também serão utilizados por pedagogas das escolas municipais de Guarapuava, com amparo da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.“É uma temática que não podemos fugir na atualidade. E também uma preocupação da nossa Secretaria em desenvolver esse tipo trabalho”, destacou a assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Erondina Kamiski Carvalho.

A coordenadora do projeto, professora Ariane Pereira, do Departamento de Comunicação Social, contou que o Florescer atua como projeto de extensão desde abril e já produziu uma série de matérias com o objetivo de auxiliar as mulheres vítimas de agressão. “Para esse momento, produzimos um conjunto de cinco cartazes e um folder, cada um falando de um tipo de violência contra a mulher, previsto pela Lei Maria da Penha. Além disso, a gente também fez sete vídeos que retratam o que são essas violências auxiliando a Rede de Combate e Enfrentamento à Violência Contra a mulher de Guarapuava e do Paraná”, explica.

Parte dos vídeos apresentados no Campus Santa Cruz é formada por documentários produzidos a partir de relatos reais de mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência.

Violência doméstica

Segundo a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Schran de Lima, existe uma necessidade de falar sobre violência doméstica e familiar. “As professoras sempre solicitaram esse material para trabalhar com mães e pais. Então, quando surgiu essa questão do Numape de produzir esses vídeos, panfletos e cartazes, de uma forma bem didática e bem real, que nós, imediatamente, pensamos que poderia ser o material que as escolas estavam tanto necessitando”, explicou a secretária.