Cidadania  

Prefeituras adotam carrinhos motorizados na coleta de material reciclável

Fotos: Assessoria

Trabalhadores defendem que essa medida ajuda na coleta diária tornando atividade menos sofrida 

Com objetivo de diminuir o sofrimento de humanos e animais, algumas prefeituras vem adotando carrinhos motorizados, ou bicicletas para agentes coletores de material reciclável (lixo). A prefeitura de Maceió, em Alagoas entregou recentemente 30 bicicletas. Em entrevista à imprensa o prefeito, Rui Palmeira (PSDB), disse que as bicicletas são chamadas de “Ciclolix”, que terá como objetivo maior eliminar as cenas comuns de catadores, com carrinhos ou com carroças puxadas por cavalos magros, muitas vezes, famintos, cansados e com sede. O projeto Relix tem como objetivo incentivar a reciclagem e a destinação correta do lixo de uma forma humana e menos sofrida aos agentes. O projeto foi patrocinado pelo Sesi Alagoas, com apoio institucional da secretaria de Estado Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Alagoas.

Realidade guarapuavana

Em Guarapuava todos os dias dezenas de trabalhadores saem as ruas do centro e bairros em busca de todo material de descarte de empresas, comércios e residências, que possa ser aproveitado como material reciclado. Pai de cinco filhos, Paulo Cesar kretzel, morador do bairro Araucária, disse a reportagem que tem profissão de pintor, soldador e

Na foto os carrinhos adquiridos pela prefeitura de Maceió (AL)

pedreiro, que só está na coleta de lixo por estar já algum tem desempregado, sem registro em carteira. “Está atividade de coleta de lixo é muito sofrida, encarar algumas subidas com o carrinho carregado não é fácil. Ganho de R$ 10 a R$ 12 reais, por dia e com esse valor mal dá para sobreviver”, desabafa o trabalhador. De acordo com Paulo, se o carrinho fosse motorizado ou com bicicleta certamente iria facilitar bastante os trabalhadores desta atividade. “Muitas vezes nem nós mesmo sabemos o tamanho da força que temos, pelo peso da carga, que não está restrito ao papelão e o plástico. Muitas vezes carregamos até entulho para ganhar um dinheiro a mais”, frisou.