Cidadania  

Governo investe R$ 24 milhões para atender crianças com deficiência

Foto: Agência Estadual de Notícias

O recurso do Fundo Estadual da Assistência Social é destinado à aquisição de veículos adaptados com capacidade de no mínimo 10 lugares

A Secretaria Estadual da Família e Desenvolvimento Social repassará R$ 24 milhões para municípios desenvolverem ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes com deficiência na rede socioassistencial ou junto a entidades sociais, como as Apaes.

O recurso do Fundo Estadual da Assistência Social é destinado à aquisição de veículos adaptados com capacidade de no mínimo 10 lugares.

A iniciativa beneficiou 100 municípios de pequeno porte que ainda não foram favorecidos por outras iniciativas com mesma destinação nos últimos quatro anos. Os recursos serão transferidos em parcela única, pela modalidade fundo a fundo, diretamente para o Fundo Municipal de Assistência Social, conforme determinação do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas).

Letícia Raymundo, secretária estadual em exercício da Família e Desenvolvimento Social, destacou que os repasses vão melhorar as condições de acesso e inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência. “São programas, projetos e serviços desenvolvidos com a parceria dos municípios e organizações da sociedade civil que são fundamentais para garantia de direitos em nosso Estado”, afirmou Letícia.

A iniciativa cumpre o determinado no Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná (Lei 18.419/15), que estabelece diretrizes em áreas como saúde, educação, profissionalização, trabalho, assistência social, acessibilidade, bem-estar social. “O repasse considera as limitações de acesso de pessoas com deficiência ao transporte público”, disse o presidente do Ceas, Paulo Silvério Pereira.

“Mais que meio de transporte, o veículo adaptado é ferramenta de inclusão. A pessoa com deficiência intelectual, principalmente, precisa de mais tempo para se adaptar a determinadas situações, como a vivida em transporte coletivo convencional. Com o transporte adaptado, ela tem uma espécie de treinamento e inclusão gradativa”, afirmou Pereira.