Cidadania  

Fernanda Richa abre atividades do Mês Estadual da Mulher

FOTO. Agência de Notícias

A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, abriu ontem, segunda-feira (05) o Mês Estadual da Mulher, que prevê atividades culturais, recreativas e profissionais em todo o Estado. A abertura ocorreu no auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, com palestras, apresentações artísticas e participação de cerca de 410 mulheres, entre lideranças comunitárias e empresárias.

“A mulher está sempre preparada para tudo. A gente vê realmente as reações da mulher na hora da necessidade, da preocupação e na hora em que ela tem que tomar atitudes firmes e seguras. Nesses momentos a mulher se coloca e mostra que foi feita para desafios”, afirmou Fernanda Richa. “Neste mês temos que comemorar o ser humano, a essência da mulher, que todos dias vence desafios”.

O evento começou com a apresentação de Ana Júlia Costa, que participou do The Voice Kids 2018, e foi encerrado com o canto de Wenndy Pollyana da Silva, descoberta pelo projeto Talento Jovem da Prefeitura de Curitiba. Houve as palestras da presidente do Procon-PR, Cláudia Silvano, e da psicóloga Ana Artigas, sobre Inteligência Relacional.

PALESTRAS

Cláudia falou sobre a importância de procurar o Procon como intermediário para conflitos com fornecedores indicou o site www.consumidor.gov.br, que conta com mais de 400 empresas cadastradas. Ela também esclareceu que pedir CPF na nota não expõe dados consumidor a “investigações” por parte do governo. “O sistema não acessa esses dados”, referindo-se ao programa Nota Paraná.

Ana Artigas voltou no tempo e mostrou a importância da mulher no desenvolvimento da espécie humana. “A mulher já nasce empoderada. Ninguém pode tirar a liberdade da mulher ser quem deseja ser”, afirmou em sua palestra sobre Inteligência Relacional. Ele destacou que os relacionamentos são importantes, mas todas têm que prestar atenção em quem escolhem para conviver.

No fim da manhã, uma roda de conversa reuniu as jovens cantoras Ana Júlia Costa e Wenndy Pollyana, além de Wysla Varela, com deficiência visual aluna do Instituto Sensorial no curso de Maquiagem, e Maria de Fátima Ribas Dalalibera, atleta de 64 anos, que recebe incentivo da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude e conquistou o 3º lugar na Copa Brasil 2017, em natação.

ARTICULAÇÃO

A Coordenação da Política da Mulher da Secretaria da Família, articula com outros órgãos e secretarias ações para orientar e proteger a mulher em todo o Paraná. “Promovemos este seminário para reforçar o protagonismo da mulher, que ela pode fazer de tudo”, disse a coordenadora estadual da Política da Mulher, Ana Cláudia Machado.

O seminário é apenas a primeira das ações que marcam o mês de março, em todo o Estado. Parcerias da Secretaria da Família e outras secretarias estaduais com prefeituras, iniciativa privada e empresas públicas permitirão atividades culturais, esportivas e de protagonismo feminino. Confira a programação das secretarias estaduais e dos municípios.

AÇÕES

No fim do ano passado, o Governo do Estado, lançou o botão do pânico, instrumento que garantirá a segurança de mulheres sob medida protetiva. Pelo dispositivo, ela pode acionar a guarda municipal quando o companheiro se aproximar, contrariando restrição da Justiça.

A Campanha Você pode Mais mostrou em vídeos, na primeira etapa, que as pequenas violências, como humilhação, desconsideração e insultos, devem ser denunciadas para que não evoluam à agressão física. Na outra, direcionada a adolescentes, a experiência “escape box” ilustrou o perigo das redes sociais e a importância de compartilhar o que se está passando.

A Coordenação da Política da Mulher incentivou o aumento no número de conselhos municipais dos Direitos da Mulher de oito para 86 no ano passado. Com esses conselhos, as prefeituras são orientadas sobre quais áreas necessitam de intervenção para melhorar a atenção à mulher.

O Ônibus Lilás, unidade móvel de atenção a mulheres vítimas de violência, leva atendimento jurídico e orientações para aquelas que vivem longe de centros urbanos. No ano passado foram 4.924 atendimentos em 40 municípios, enquanto em 2016 houve 2.991, em 14 cidades.

 

Mulheres contam como superaram limitações

A maquiadora profissional Wysla Varela, de 28 anos, mostra que as mulheres “podem fazer o que quiser”. Há quase um ano, ela ficou cega, resultado da síndrome que a impedia de responder completamente a estímulos visuais desde o nascimento. Ela convivia com a baixa visão. Wysla contou sua história na roda de conversa que encerrou a abertura do Mês da Mulher, no Museu Oscar Niemeyer.

Ela contou que, mais tarde, optou pela cirurgia que modificaria sua vida para sempre. Voltou a enxergar. Uma semana depois, porém, teve descolamento da rotina e ficou cega completamente. No começo, o impacto emocional foi muito forte.

“Eu ainda me sinto triste quando tropeço no sofá da minha casa ou quando não consigo pôr a coleira na minha cachorra, mas eu paro e penso: eu consigo mudar essa condição? Não. Então eu vou ficar reclamando? Não. Eu vou tentar pôr a coleira na minha cachorra e tentar desviar do sofá da próxima vez. Agora, eu sei que ele está ali”.