Quando as paralisações acabarem…

Se eu “descer a lenha nos políticos” farei como todos os colunistas…Meu intuito com esse texto é desabafar de forma diferente.

Quando tudo isso acabar desejo que as pessoas saiam de suas casas e vão novamente para as ruas…“Bater panela” pedindo por amor ao próximo, pelo fim do preconceito e da violência. Já imaginou uma notícia nos jornais: “Brasileiros de todos os Estados vão às ruas gritando por Solidariedade”. Não daria ibope!  

Sabe, eu concordo com greve, desde que pessoas não saiam prejudicas! Concordo com as paralisações organizadas. Reivindicações onde cada um adere se quiser e todos lutam pela mesma causa! Concordo com a luta pelos direitos de uma sociedade, em que a minoria lucra com o suor da maioria. Concordo com a manifestação pacífica do desgosto pela falta de valorização.

Entendo a angústia dos professores, base educacional da pré-escola à pós-graduação…dos caminhoneiro que encaram as perigosas estradas, longe de casa e da família, carregando a matéria prima, o combustível, o alimento…dos profissionais de saúde, que deixam seus filhos em casa, e encaram plantões noturnos, cuidando de doente, tratando feridas, administrando medicamentos, dando banho de leito.

A população está insatisfeita. É possível notar essa insatisfação ao conversar com qualquer cidadão. O povo está “abrindo os olhos” diante do momento em que vivemos na saúde, na educação, na segurança pública do país. O trabalho do brasileiro e os impostos pagos pelo trabalhador ampliam cada vez mais a conta bancária dos políticos e seus “capangas”, “comparsas” ou “puxas saco”.

Não só hoje em tempo de mobilização, mas alguns profissionais necessitam de mais valorização, mais respeito, todos os dias! Porque enquanto parte da população parava para curtir a copa do mundo no ano passado, as festas de carnaval em fevereiro…

Hospitais continuavam de portas abertas. Professores preparavam aulas. Caminhões rodavam pelas estradas por aí. Policiais faziam operações especiais para reduzir o risco de acidentes. São brasileiros que não são de um partido político, que usam o ensino público para seus filhos, que passam horas dentro de um transporte coletivo, que ficam doentes e precisam do SUS…

Portanto, quando as paralisações acabarem vamos voltar pra rua, ou permanecer “lutando”…Não só por aumentos de salário ou por melhores condições de trabalho…Também por mais amor, paciência e dialogo; Por mais humanização e consciência; Por mais respeito e valorização da classe que trabalha. Unir forças e “lutar” por causas sociais.

Nunca vi uma “paralisação” com milhares de pessoas gritando: “lavem as mão, lavem as mãos” ou “usem álcool gel, usem álcool gel”. Fica a dica aos revolucionários!

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