Nada mudou

No último final de semana, o técnico Baiano, que ano passado estava no CAD e hoje comanda a equipe do Keima Futsal de Ponta Grossa, fez um desabafo pelas redes sociais. Confira: “Cansado de ser um idiota que ainda acredita nas pessoas, mas aprendendo que pessoas no poder fazem de tudo para se manter nele, passando por cima de promessas feitas, algumas de que as coisas seriam diferentes e que iriam tratar todos com igualdade. Que teriam bom senso para as coisas andarem de forma que pudessemos melhorar nosso campeonato, o futsal no nosso estado. Acho q isso e porque estamos para ter uma eleição, aí falam aquilo o que desejamos, mas estamos na quinta rodada e estou vendo a repetição de tudo que ocorreu ano passado e outros anos.”

O desabafo do treinador vem de encontro com o sentimento de muitos sobre o futsal, não só em nosso estado, mas também em nível nacional. Nas reuniões dos arbitrais das Chaves Ouro, Prata e Bronze, o discurso bem afinado da Federação Paranaense de Futsal deu a muitos as esperanças de que teríamos um ano diferente, de evolução, mas na prática, as mesmas dificuldades se repetem.

Para o leigo que acompanha o esporte (categoria na qual também me incluo) a principal forma de informação sobre as competições é o site da FPFS. Mas infelizmente, os dados são confusos, muitas vezes não batem ou, simplesmente, não existem. Não temos, por exemplo, listas de cartões e artilheiros da Chave Ouro (exceto nos boletins oficiais que, geralmente, saem com algum atraso). O que pensar, então, de situações mais delicadas, como transferências de atletas, por exemplo.

Mas, como disse antes, o problema não se reduz só ao Paraná. A CBFS também passa um dos momentos mais conturbados de sua história. Uma nova diretoria assumiu recentemente, mas como a entidade teve suas contas reprovadas, não conta com vários patrocinadores, como os Correiros, por exemplo. Jogadores como o ala Falcão, já deixaram bem claro que não vão participar da Seleção Brasileira, que corre sério risco de ficar de fora das competições em 2015.

Já a Liga Nacional de Futsal (LNF) lançou recentemente um novo portal, que ainda carece de muitas informações, muitas delas as mais básicas. O problema é que já estamos em pleno andamento da competição. A entidade tenta sobreviver de forma independente a CBFS, mas ainda terá que evoluir bastante para substituir à altura o modelo antigo.

É bem verdade que é necessário dar tempo para que as coisas se ajustem e que as promessas se cumpram, mas os amantes do futsal já estão cansados de discursos. Quando nem as coisas mais básicas acontecem da forma que deveriam acontecer, o que esperar do futuro da modalidade? Neste dia 21 de abril, talvez seja uma data propícia para pensarmos em como mudar realmente o futsal brasileiro.

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