De pires na mão

Imagine o seguinte quadro: uma clube monta um grande time, claramente superior aos demais de seu estado. Vence o campeonato estadual até com certa folga e no campeonato nacional vai muito bem, jogando de igual para igual com as grandes forças da modalidade. Trata-se de um projeto vencedor e consolidado, respeitado por todo o meio e que, apesar de ter algumas mudanças, vai para a segunda temporada com um time, teoricamente, com a mesma qualidade (ou até superior) e que tem tudo para repetir os feitos do ano anterior.

Dentro deste quadro, você imagina que não devem faltar apoiadores, querendo expor suas marcas para todo o estado e o país, junto a uma equipe que é sinônimo de vitória. Porém, eis que surge a surpresa quando, no ano seguinte, o clube não consegue encontrar patrocínio. Além disso, o próprio público parece não demonstrar o mesmo interesse da temporada anterior, sem lotar a praça esportiva, e exemplo do que acontecia.

Este é a realidade atual do Poker/Óleo Leve/Guarapuava Futsal. Mesmo depois de ter passado pelo melhor momento de sua história, em 2014, quando ganhou praticamente tudo em nível estadual e jogou de igual para igual com os gigantes do futsal brasileiro, a equipe vem sofrendo com a falta de patrocínio. Além disso, o público dos primeiros jogos no Joaquinzão foram bem abaixo da média. Até mesmo na decisão da Copa dos Campeões, quando reviveu a final da Chave Ouro do ano passado, conquistando mais um título em cima do Cascavel Futsal.

Até o momento o clube está com dois patrocinadores master: o Óleo Leve e a Prefeitura Municipal de Guarapuava. O Guarapuava Garden Shopping, que era um dos três patrocinadores na temporada passada, segue no projeto, mas apenas estampando sua marca em uma área menos nobre do uniforme da equipe. Por falar nisso, o uniforme ainda dispõe de espaços para publicidade, bem como várias placas no ginásio Joaquim Prestes. No último sábado, na partida contra a ACF, foi possível notar, pelo menos sete espaços inutilizados de placas de propaganda.

Sem os recursos dos apoiadores, o clube está recorrendo ao torcedor, para que adquira os ingressos para os jogos. No entanto, até o momento, a torcida segue tímida. Talvez aguardando os jogos da Liga Futsal e as fases mais decisivas do Campeonato Paranaense. O problema é que a equipe guarapuavana não dispões de tempo e caixa suficiente para esperar até os jogos mais importantes da temporada, geralmente no final do segundo semestre.

Assim, o Guarapuava Futsal segue se equilibrando como pode, honrando apenas os compromissos mais urgentes e protelando as outras contas, sempre acreditando na sensibilidade da torcida e dos empresários, que podem atrelar suas marcas a um dos projetos mais vencedores da história do esporte da cidade.

Enquanto isso é torcer pelas vitórias, não só dentro de quadra, mas também fora dela.

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De olho no segundo semestre

A equipe do Poker/Guarapuava Garden Shopping/Óleo Leve Futsal está aproveitando seus últimos dias de tranquilidade, antes da maratona de jogos que está por vir no segundo semestre de 2014. Depois de fazer uma primeira fase de Chave Ouro irretocável, o time guarapuavano recarrega as baterias, pois sabe que terá seus principais desafios a partir das próximas semanas.

Nesta sexta-feira (27), o time do técnico Baiano começa sua caminhada nos Jogos Abertos do Paraná. Uma competição que, à primeira vista, pode parecer menor que as demais, no calendário dos guarapuavanos. No entanto é bom lembrar que, nesta mesma competição, o time guarapuavano deixou a desejar no ano passado: apesar de vencer a fase regional, a equipe não conseguiu avançar para as finais da divisão B, o que obriga os guarapuavanos a disputar, mais uma vez, a fase regional da competição.

Além disso, uma mudança no regulamento, anunciada no final dos Jogos Abertos do ano passado, poderá aumentar o número de jogos do CAD. Pois, se conseguir ser campeão da fase regional e da fase final da divisão B, a equipe estará classificada para disputar, ainda neste ano, a divisão A, junto com outras equipes da elite do futsal paranaense, como Marechal, Cascavel, Ponta Grossa e Maringá.

Depois da fase regional dos jogos, no dia 9 de julho, inicia a Segunda Fase da Chave Ouro para o time de Guarapuava. No último final de semana foi disputada a primeira rodada, mas como ficou em primeiro lugar na fase classificatória, o time folgou na rodada inicial. Na teoria, o primeiro confronto da segunda fase será o mais fácil – contra o São Lucas, no Joaquinzão.

Porém é importante lembrar que, na primeira fase, em jogo também disputado no Joaquim Prestes, o time de Paranavaí deu muito trabalho para os guarapuavanos, que venceram por um placar apertado de 3×2. Afinal, é muito importante não perder o foco na Chave Ouro, mesmo tendo pela frente outras competições importantes, para não correr o risco de ver todo o esforço do primeiro semestre ir ralo abaixo.

Contudo, não dá para negar que o grande objetivo do Poker no ano será mesmo a Liga Futsal. Quer queira ou não, a competição nacional é a que dá maior visibilidade para as equipes participantes e uma boa campanha, quem sabe surgindo como a grande surpresa (e exemplo do que fez o Concórdia no ano passado), levaria no nome de Guarapuava a outro patamar.

A tarefa não será nada fácil. Pela tabela (reformulada depois da desistência de Maringá e da inclusão de Blumenal-SC no lugar de Bauru-SP) a estreia será fora de casa, contra o Floripa Futsal-SP. Depois o desafio será contra, nada mais nada menos que o Brasil Kirin, de Sorocaba-SP, nova equipe do craque Falcão, que montou uma verdadeira Seleção para jogar a Liga Futsal.

Os primeiros jogos em casa não serão menos difíceis. Os adversários serão a Intelli/Orlândia, atual bi-campeã nacional, e o Minas, que deverá vir com time forte, a exemplo dos últimos anos. Depois destes quatro jogos dificílimos, a equipe guarapuavana encara a estrada, fazendo as duas maiores viagens na competição, para encarar o Green Team, de Brasília-DF, e o Cabo Frio-RJ.

Resumindo, o segundo semestre deverá ser muito mais difícil. Tanto no nível dos adversários, na quantidade dos jogos e nas distâncias a serem percorridas. Será um verdadeiro tira-teima para comprovar a força e a qualidade da equipe que foi montada para a temporada de 2014. Mas, como se diz popularmente, em time que está ganhando não se mexe: se o CAD continuar com o foco, com a mesma gana, com a mesma organização que já demonstrou neste ano, tenho certeza que o torcedor de Guarapuava terá muito a comemorar nas fases finais das três competições do ano.

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