Cursos técnicos atraem, cada vez mais, jovens estudantes

Eletrotécnica é um dos mais procurados em Guarapuava

Empregabilidade: essa pode ser a palavra que está atraindo os jovens, em todo Brasil, para os cursos técnicos. Os números do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelam que até 2015, 7,2 milhões de vagas surgirão, no país, para estudantes que escolhem essa modalidade de ensino, sendo 1,1 milhão para profissionais recém-saídos dos bancos escolares.

Em Guarapuava, o colégio Sesi/Senai, é uma referência quando o assunto é curso técnico. De acordo com a coordenadora do curso técnico de Eletrotécnica, professora Lília Rosana Kremer Schultz, o curso, ofertado pela instituição, é um dos mais procurados.

Para ela, o maior motivo pela procura é o alto índice de empregabilidade. “O jovem, na verdade, está buscando um lugar no mercado de trabalho. Está procurando se profissionalizar para ter uma boa oportunidade de emprego. O s cursos técnicos acabam atraindo bastante jovens por causa disso”, explica.

(Foto: Luca Soares/Extra) A professora Lília R. K. Schultz, ao lado de alunos, em mais um projeto em desenvolvimento

Ainda segundo a professora, os cursos técnicos, oferecidos na cidade, estão entre os melhores do país. “A gente fez em 2011 um Provão do Curso Técnico, e tirou média 7. Guarapuava não deixa a desejar em comparação ao restante do Brasil. A gente pensa às vezes que o interior não tem oportunidades, que o pessoal não investe, mas investe sim”, diz Schultz.

No entanto, a coordenadora faz uma ressalva a respeito dos cursos técnicos: a diferença entre a teoria e a prática. “A gente, ainda, tem que dar uma melhorada. A gente tá questionando aqui, dentro do Senai, a parte do estágio que está faltando no curso. Porque uma coisa é o que ele [o aluno] faz de experimento prático no laboratório, outra coisa é a prática em si, dentro de uma empresa, que difere um pouquinho”, ressalta a professora.

Competição de Robótica

Enquanto o estágio não vem, a Olimpíada Brasileira de Robótica, uma das modalidades das Olimpíadas do Conhecimento, faz com que estudantes, de todo Brasil, coloquem em prática seu conhecimento tecnológico. A professora Schultz, que veio de Curitiba, foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento da olimpíada na cidade. “Eu já participava da robótica. Eu vim pra cá e vi que aqui ainda não tinha o interesse por essa competição. Procurei os superiores pra incentivar os jovens a participar.

(Foto: Luca Soares) Da esq. para dir. Lariane de Lara, Emanuele Wolf – segurando o "Johnny Be Good – e Lucas Gabriel Pereira são alguns dos alunos que estarão na fase estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica

Segundo a professora, dentro do curso de eletrotécnica não há robótica, porque ela faz parte do curso de automação. “Como os jovens precisam de um estímulo para estudar e apareceu a oportunidade, de eles participarem dessa olimpíada [da robótica], a gente iniciou, no ano passado, o treinamento e aplicação de conhecimento na área de robótica, como um incentivo, para eles continuarem estudando. Quanto mais coisas eles têm pra fazer, mais eles matêm a cabeça ocupada.

A coordenadora destaca que a participação, da equipe do colégio, na Olimpíada Brasileira de Robótica, não é, apenas, para competir por troféus e medalhas. Para essa equipe guarapuavana, o que vale é a troca de informação, a interação social. Entretanto, não esconde que o colégio tem grandes chances na fase estadual da olimpíada, que acontece em Londrina, no fim deste mês.

O colégio Sesi participará com duas equipes e o colégio Optimus, outro representante da cidade, terá 7. Segundo Schultz, Guarapuava tem bastante chace de conquistar um bom lugar. Porém, para a professora, o objetivo do Sesi na Olimpíada não é a colocação em si. “O importante é eles terem a visão de participação de evento, de amizade, de troca de informação. Eles vão para outra cidade, vão ficar longe dos pais, vão ter essa vivência de independência, então não é só participar tem essa questão social junto”, diz.

Mão-de-obra qualificada

Os setores que mais precisam de mão de obra qualificada, nesse setor, são, exatamente, aqueles que mais impulsionam o Produto Interno Bruto (PIB), como petroquímica, energia, mecânica e eletromecânica. Nessas áreas a média salarial dos técnicos já supera a das carreiras de nível superior – R$ 6.300 na petroquímica e R$ 5.700 na mineração, contra R$ 2.700 de um farmacêutico ou psicólogo, só para citar alguns exemplos.

O que é a OBR?

A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq que utiliza-se da temática da robótica – tradicionalmente de grande aceitação junto aos jovens – para estimulá-los às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.

A OBR possui duas modalidades que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público de escolas que já têm contato com a robótica educacional. Anualmente a OBR elabora e gere a aplicação de provas teóricas e práticas em todo o Brasil utilizando essa temática.

A OBR destina-se a todos os alunos de qualquer escola pública ou privada do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos.

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