Corredor Zizinho de Guarapuava é destaque em competiçõs de outros estados

José de Oliveira Campos  Filho, 65, ou, simplesmente Zizinho, é aposentado. Nasceu em Corinto, MInas Gerais. Transferido pelo banco, onde trabalhava, chegou em Guarapuava em 1971. Foi aqui, em sua primeira competição em 7 de setembro (1977), que o esportista deu seu 'grito de independência'. Nessa prova, o corredor Zizinho 'ganhava a liberdade' do bancário José Alves.

Encontramos Zizinho fazendo o que menos gosta: sem fazer nada dentro de casa. Só assim para alcançarmos este sexagenário que supera os limites da idade. Ao lado da esposa, Mercedes Regina Garcia Campos, companheira fiel de logas datas, o homem que corre contra o tempo está parado. Juntos se recuperam de um acidente de trânsito. Casal unido em todas as horas.

Zizinho de Guarapuava, como é conhecido no meio esportivo, já participou de várias corridas, em diversa cidades da região Sul do Brasil e em Minas Gerais. Ao todo, são 72 competições oficiais, das quais conquistou 32 primeiros lugares, 7 segundos lugares e 3 terceiros lugares.

O maior feito do corredor sênior talves tenha sido a maratona da Red Bull Wings For Life, com mais de 35 mil participantes, com cinco cidades em 34 países, dos seis continentes participando simultaneamente . No Brasil, foram mais de três mil corredores. Primeiro lugar na categoria  até 65 anos e na geral ficou em 203 º lugar. No mundo ficou, entre todas as categorias, em 6600º. Na sua faixa etária ficou na 228º colocação. Red Bull 'deu asas ao competidor'.

Sua grande paixão sempre foi a corrida de rua, como maratona, meia maratona e a corrida de dez quilômetros, onde participa desde a mocidade, competindo, como ele mesmo diz, 'pra valer', há mais ou menos 12 anos. Suas maiores conquistas são na modalidade de Dez Kms, onde conseguiu o maior número de pódiuns. Mas, é na saúde sua maior conquista. 'É fácil de entender onde eu tô mais ganhando na corrida… Tenho 66 anos, não sou diabético e não sou hipertenso. Só isso aí, já é um bom presente pra um idoso', diz o esportista que há mais de uma década não sabe o que é uma gripe. Onde há esporte, não há doença e isso não é mera coincidência. Os problemas de saúde que o ex-bancário tinha, o corredor de rua não tem.

 

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