Consultoria Financeira edição nº 75

O HÁBITO DA ECONOMIA

Estamos na época do ano onde o clima é de consumo.  Diversos sentimentos e emoções impulsionam as pessoas a comprarem bens, serviços, presentes, pacotes de viagens e outras coisas, em proporção maior do que costumam fazer em outras épocas do ano.  Segundo levantamento da Serasa Experian, considerando a evolução dos últimos 14 anos (2000 a 2013), a atividade do comércio no último mês do ano fica 23,8% acima da média mensal. 

O fato é que as pessoas realmente gastam mais seu dinheiro nessa época, mas nesse universo de pessoas, algumas se sacrificam muito para obterem esses momentos de desfrute e adquirem dívidas que dificultarão suas vidas no decorrer do próximo ano. Quando em contrapartida, outras se programaram e economizaram para poder desfrutar nesse período. A questão é que infelizmente, esse último grupo de pessoas fazem parte da minoria, pelo fato da grande maioria não terem adquirido o hábito da economia.

Quando menciono hábito, me refiro literalmente ao sentido de comportamento que determinada pessoa aprende e repete frequentemente, sem pensar como deve executá-lo. Quantas vezes você já ouviu falar de pessoas que ganharam grandes somas de dinheiro, mas pouco tempo depois, já não tinham praticamente nada? A forma de gerir nossas receitas determina o que será de nós a médio e longo prazo. E o hábito da economia é essencial para todas as pessoas que desejam criar um futuro melhor para si mesmos e seus familiares.

Esse hábito é tão importante para nossa segurança financeira, que nos traz diversos benefícios. Podemos mencionar por exemplo a reserva financeira, que é aquele dinheiro que guardamos para uma eventual emergência por motivos de saúde ou desemprego. Também podemos mencionar oportunidades de negócios que surgem ao longo da vida, mas precisam de um investimento inicial e se não temos essas reservas, perdemos oportunidades que dificilmente aparecem outras vezes. Li histórias de homens simples, que tinham esse hábito de economia e se tornaram milionários e grandes executivos dessa maneira.

Mas como podemos desenvolver esse hábito, se temos a predisposição para fazermos o contrário?

A disciplina e o controle são essenciais para quem quer economizar dinheiro. Primeiramente precisamos fazer um controle de nossas despesas e receitas e verificar qual percentual dispomos para guardarmos todos os meses. Podemos reduzir alguns gastos que não são necessários e utilizar esse dinheiro para construirmos nossa reserva financeira. Hoje na internet, existem programas de gestão de despesas diárias em formas de planilhas, que nos dão um diagnóstico de como e onde gastamos nosso dinheiro. Se fizermos isso, vamos verificar que um bom percentual de nossas receitas estão sendo empregados em coisas supérfluas e que esse mesmo montante, aplicados da maneira correta, nos daria uma boa segurança financeira em um prazo não muito longo.

Albert Einstein disse certa vez que “juros compostos são a força mais poderosa desse universo”.  Use esse força em seu favor e traga segurança e independência para a sua vida financeira.

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