Agentes protestam contra condições de trabalho que resultou em morte de servidor

Governo é o principal responsável pela falta de segurança das unidades penais e, por isso, precisa apresentar medidas efetivas de segurança

Os agentes penitenciários do Paraná realizam, por meio do seu sindicato, um Ato Público nesta terça-feira (17), na Praça 9 de Dezembro no centro de Guarapuava, para cobrar do governo do Paraná medidas de segurança dentro dos presídios do Estado.

Cerca de 150 servidores participaram da mobilização para protestar pela morte do agente Marcelo Fernando Pinheiro, 31, que foi executado na madrugada desta segunda feira (16 ) após criminosos invadirem o Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava e disparar tiros contra servidores penais.

Durante a mobilização, os agentes concentraram-se na Praça 9 de Dezembro e seguiram  em passeata até a Vara de Execuções Penais de Guarapuava, onde falaram com os representantes do judiciário local. Representantes do órgão mostraram preocupação com a insegurança e disponibilizaram-se para reverter a situação.

Na sequência, a categoria foi para a Prefeitura de Guarapuava. Os trabalhadores foram recebidos pelo prefeito Cezar Silvestre Filho que se comprometeu a mobilizar as forças políticas da cidade para conversar e pedir medidas efetivas ao governo. O objetivo desses encontros foi denunciar o caos que assola o Sistema Penitenciário e os servidores, e pedir providências às autoridades responsáveis.

Para o Sindicato dos Agentes, o governo é responsável pelo descaso com o Sistema Prisional e, por isso, precisa apresentar medidas efetivas de segurança. “A execução de Pinheiro mostra aquilo que o sindicato vem alertando a tempo: a fragilidade das unidades penais. Não existe, na história do Brasil, tamanha afronta contra o Estado”, diz Antony Johnson, presidente do Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários).

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Agentes penitenciários são responsáveis pelos riscos da profissão, diz Governo

SESP afirma que depoimento de preso alertando sobre possíveis atendados contra agentes é falso e sete dias depois notifica servidores sobre o problema

O governo do Estado notificou alguns agentes penitenciários nesta terça-feira (17/03), através de um termo de ciência, de que os mesmos poderão sofrer ataques contra a própria vida. O documento orienta os servidores a redobrarem os cuidados para neutralizar possíveis ataques que poderão acontecer, responsabilizando-os pelos riscos causados pela profissão.

Sete dias antes deste comunicado (antes mesmo da morte do agente penitenciário, Marcelo Fernando Pinheiro) um preso deu um depoimento para a direção da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) avisando sobre a possibilidade de atentados contra agentes penitenciários de Guarapuava. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) afirmou que as declarações são falsas e não fez nada para evitar essas denúncias.

Para o Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná) o governo deveria ter agido para evitar o pior. “A Administração Penitenciária, ao ser comunicada dos riscos que envolviam os agentes, deveria ter adotado medidas para evitar o pior, como o caso do atentado no presídio de Guarapuava. 

De acordo com o presidente do Sindarspen, Antony Johnson, “o Governo teve que esperar um servidor ser assassinado no seu local de trabalho para simplesmente comunicar aos agentes ameaçados dos riscos que corriam, sem ao menos dar condições para sua proteção”.

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