Amigdalite e adenóide: quando a temperatura cai, a imunidade também

Dor de garganta, rouquidão e muita dificuldade para engolir. É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido pelo menos uma vez com amigdalite, a inflamação dos gânglios presentes no fundo da garganta

 

Apesar de as infecções não respeitarem o calendário, na maior parte do ano, não nos preocupamos com os problemas de garganta, principalmente com as amigdalites. Delas só lembramos quando começam a incomodar, sobretudo, nos meses mais frios. E quando esse problema começa, atrapalha a produtividade no trabalho, o lazer e obriga o uso recorrente de antibióticos.

De acordo com especialistas na área, as amígdalas são órgãos sensíveis, muito suscetíveis a infecções. A doença se manifesta, invariavelmente, por meio de febre, dor de garganta, dificuldade de deglutição e mal-estar em geral.

Agora, no inverno, como o organismo está mais exposto às agressões do meio ambiente e as condições de desenvolvimento dos vírus são mais favoráveis, logo as probabilidades de contrair a doença são potencializadas.

O que são?

As amígdalas e adenóides são massas de tecido linfático, semelhantes aos gânglios que se encontram no pescoço, virilha e axilas. As amígdalas se situam na parte posterior da garganta, já a adenóide não pode ser vista sem instrumentos especiais, pois está localizada no fundo do nariz e escondida pelo palato e o céu da boca.

Como situam-se na entrada da via aérea respiratória, estas estruturas estão sujeitas aos germes causadores de infecções que entram pela respiração.  Outra queixa comum das amígdalas grandes ou que inflamam com frequência é a halitose, que pode vir acompanhada da eliminação de uma massinha branca. Apesar de sempre ser preferível o tratamento medicamentoso, muitas vezes essas queixas só podem ser controladas com a cirurgia das amígdalas.

Cirurgia

A técnica de cirurgia convencional das amígdalas ainda é a mais usada e sofreu poucas modificações nos últimos 40 anos. Ela consiste na ressecção das glândulas com instrumentos de metal sob anestesia geral.

O pequeno Danilo, de 4 anos, precisou recentemente retirar as amígdalas e adenoide. De acordo com o pai, Rogério Zalgelmi, o menino vinha sofrendo com problemas na garganta e, após um raio X, descobriu que estava com a adenoide aumentada. A solução foi o procedimento cirúrgico. “A cirurgia foi rápida. Não durou nem trinta minutos. Agora o Danilo está se recuperando bem e inclusive pode comer sorvetes, prática que evitávamos antes, já que os problemas surgiam também por decorrência disso”, explicou.

Na cirurgia, as amígdalas são removidas por inteiro, incluindo suas cápsulas, expondo a musculatura que ficava sob ela. Os cientistas acreditam que as amígdalas e adenóides funcionam como parte do sistema imunológico de nosso organismo, ao filtrar os germes que tentam invadir nosso corpo, ajudando também na formação de anticorpos contra eles.

Apesar das funções descritas acima, os pacientes submetidos a cirurgia não apresentam nenhuma diminuição em sua imunidade.

Quando se deve consultar o médico?

A consulta a um otorrinolaringologista deve ocorrer quando o paciente apresentar infecções repetidas, como amigdalites, adenoidites e sinusites, ou quando as amígdalas e adenóides forem muito grandes, levando ao quadro frequente de nariz entupido, respiração pela boca, ronco a noite.

O que pode afetar a amígdalas e adenóides?

As Infecções repetidas e a hipertrofia com obstrução causando dificuldade respiratória e dificuldade para deglutir são sem dúvida os problemas mais comuns. Entretanto, ainda podem surgir abscessos, infecções crônicas, amigdalite caseosa com acúmulo de secreção caseosa dentro das amígdalas e adenóides, deixando-as doloridas e inchadas. Embora pouco frequentes, alguns tipos de tumores também podem acometer as amígdalas.

Objetivo do Tratamento

O objetivo principal do tratamento das doenças das amígdalas e adenóides é de controle de quadros infecciosos e da má respiração. O tratamento inicial é sempre clínico, com medicações orais e sprays aplicados no nariz. Quando ele não funciona porém, a cirurgia tem como objetivo restaurar a adequada respiração nasal e, assim, evitar os danos causados pela respiração bucal, como as alterações faciais e dentárias e o baixo ganho de peso.

Quando operar?

Não existe idade ideal para a cirurgia e sim o momento ideal na vida da criança dependendo da gravidade de cada caso. O médico otorrinolaringologista avaliará a história de infecções de repetição e de respiração oral e o impacto destas sobre o estado geral do paciente. A indicação de cirurgia só pode ser feita após uma rigorosa avaliação clínica, com ajuda de exames endoscópicos ou de imagem que comprovem o prejuízo causado por estas estruturas.

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