Tiro pela culatra: canetada de Waldir Maranhão para anular processo de impeachment, pode gerar sua cassação

A segunda -feira, que começou um tanto indigesta para muitos brasileiros terminou com o doce sabor da vitória. Pelo menos para os partidários do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. O fato que engrossou o caldo e apimentou as coisas para a oposição foi a decisão monocrática de Waldir Maranhão (PP- MA), presidente em exercício da Câmara dos Deputados, de anular as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril, data última protagonizada pela votação e aprovação da continuidade do impeachment.

Em nota, Maranhão, que votou contra o impeachment, disse que o processo votado teria sido pautado sob vícios políticos lhe retirando a legitimidade. Essa ação, repercutiu como uma bomba e obrigou a brigada pró-impeachment a realizar uma força tarefa no Senado, para desarmá-la antes que fosse tarde. Renan Calheiros, presidente da casa, foi a quem recorreram em longas comitivas de parlamentares a sua residência oficial, o Palácio do Jaburu.

Mais tarde, em sessão no Senado, Renan deu o veredicto: “nenhuma decisão monocrática pode se sobrepor à decisão colegiada, tanto mais quando essa decisão foi tomada pelo mais relevante colegiado da Casa […] Por todo o exposto, deixo de conhecer o ofício da Câmara dos Deputados.”, sentenciou o presidente, sob gritos dos aliados governistas e aplausos da oposição.

Além de não surtir o efeito desejado, a ação impensada de Maranhão pode render a ele sua expulsão do PP, e até um processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar, já sugeridos pelos parlamentares da  “coalisão fora-Dilma”.  Na madrugada dessa terça-feira, Maranhão em nota, revogou sua decisão anulando suas próprias palavras numa tentativa de escapar das consequências de seus desmandos na presidência interina da Câmara. Continuaremos acompanhando.

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