Mentiras de um criminoso contumaz, afirma Richa sobre delação

 Segundo o governador, os ataques que está sofrendo são fruto de ilações, e ressaltou que a delação sequer foi aceita pela Justiça

 
Em entrevista coletiva na  segunda-feira (4) o governador Beto Richa contestou veementemente as acusações do empresário Eduardo Lopes de Souza  contra ele  na Operação Quadro Negro. De acordo com o governador elas são falsas, levianas e irresponsáveis. “Vou dizer com todas as letras: é mentira”, disse, reforçando que a delação não traz uma única prova. “Todas as acusações deste criminoso não merecem crédito. Ou querem transformar um criminoso contumaz em herói?”
Ilações
Richa afirmou que os ataques contra ele,  são fruto de ilações, e ressaltou que a delação sequer foi aceita pela Justiça. “Se não tivesse mencionado o governador, estaria preso até hoje. Inventou esta historinha para conseguir a liberdade, e conseguiu”, relatou. O governador ainda destaca, “como não existiu nada do que ele inventou, vai voltar para a cadeia”. Ele ainda garantiu que não há fato concreto na delação e lamentou a violação do segredo de Justiça do processo, fato que classificou como grave. “A verdade vai aparecer e prevalecer. O segredo de justiça é para proteger pessoas de bem e houve uma violação”, destacou.

O governador também vai entrar com uma representação judicial contra Souza, proprietário da Construtora Valor e responsável por desvios de recursos na construção de escolas. “Estou absolutamente tranquilo. Não tem participação minha neste conluio e ele vai responder na Justiça as acusações que faz contra a minha pessoa”.
Demissão

O governador explicou que adotou as medidas necessárias para punir a empresa e seus responsáveis, além de servidores, desde que apareceram as primeiras suspeitas contra a construtora, em 2015. “De imediato, determinei a demissão de todos os servidores envolvidos”, disse. “As informações levantadas foram repassadas à Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas para as medidas cabíveis”, lembrou.

Segundo Richa, as medidas resultaram em investigação criminal e prisão dos suspeitos na operação que foi batizada pela Polícia Civil de Quadro Negro. Além disso, a construtora e seus responsáveis foram punidos pelo Governo do Estado. A empresa foi declarada inidônea para participar de licitações e recebeu uma multa de R$ 2.108.609,84.
Ações
Em outra frente, a Procuradoria-Geral do Estado entrou com ações civis públicas na 1.ª, 4.ª e 5.ª Varas da Fazenda Pública por dano ao erário contra a construtora Valor e seus dirigentes, incluindo Eduardo Lopes de Souza. Os pedidos de indenização pelos danos causados ao Estado somam R$ 41.091.132,80. “Todas as medidas cabíveis foram tomadas para reparação e ressarcimentos ao erário, e punição dos envolvidos”, afirmou Richa.

Ele lamentou que parte da imprensa não tenha divulgado as ações adotadas pela administração estadual contra a empresa e seus proprietários. “Também omitem o volume de recursos que aplicamos na educação. São 35% das receitas, algo que nenhum governo estadual está fazendo”, disse Richa.

Questionado se as acusações que vem sofrendo podem comprometer seu futuro político, Richa disse que não está preocupado com isso. “Não estou pensando em eleição. Digo sempre que minha honra, minha dignidade e a dignidade da minha família estão muito acima da política”, afirmou.

 

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