Campanha contra Aedes Aegypti teve saldo “muito positivo”, diz líder governista

O governo avaliou como “muito positivas” as ações desenvolvidas no último sábado (13) voltadas para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, em várias cidades do país, afirmou ontem (15) o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE) , logo após participar da reunião de coordenação política do governo com a presidenta Dilma Rousseff.

“O balanço que foi feito da campanha, que é a principal preocupação do governo no momento, foi muito positivo”, disse.

Segundo Guimarães, a ação alcançou “resultados muito fortes”, tanto que o governo tem a intenção de continuar com a mobilização. “Os ministros que visitaram os estados falaram e já tiramos como orientação que a campanha continuará”, afirmou. “Haverá uma nova mobilização, onde todos os ministros estão sendo chamados mais uma vez para participarem da campanha”, acrescentou.

Além do balanço das ações de combate ao mosquito, o encontro serviu, também, para debater a agenda de prioridades do governo na Câmara e no Senado Federal nesta semana.

Segundo Guimarães, a prioridade será a votação de duas medidas provisórias, uma que aumenta prazo para times de futebol parcelarem suas dívidas (MP695/15); e a medida que alterou a estrutura de ministérios e órgãos da Presidência da República (MP696/15). Também é prioridade a aprovação do projeto de Lei que regulamenta os chamados crimes de terrorismo. “Nós queremos votar as duas MPs e a lei do terrorismo. Estamos aproximando das olimpíadas e a disposição, no meu caso como líder, é negociar a texto que já foi aprovado aqui na Câmara”, disse.

No que diz respeito ao “clima” entre governo e oposição, o líder disse que o governo vê com “bons olhos” a sinalização da oposição para discutir as reformas que deverão tramitar no Congresso Nacional neste ano, a exemplo da recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CMPF), e a reforma tributária e da Previdência Social.

“É uma semana que é fundamental agilizarmos a votação de matérias que são essenciais. Queremos votar, vamos dialogar com todos inclusive com a oposição. Vejo com simpatia a ideia de que a oposição através do PSDB tem sinalizado a disposição de abandonar a tese do quanto pior melhor. Penso que é o inicio de uma caminhada que pode dar certo”, disse.

Durante a reunião de coordenação política, Dilma defendeu a necessidade de iniciar, no Congresso Nacional, o debate sobre a CPMF e as reformas. A estratégia é que o tema seja debatido primeiro com os líderes da base aliada e, posteriormente, com os deputados, prefeitos e governadores e a oposição.

“Não podemos fugir desse debate, quem é contra tem que dizer como é que se faz para arrumar recursos, tem que propor algo para o lugar, porque esta casa aprovou um orçamento que prevê 12,7 bilhões de reais de arrecadação com a CPMF”, disse.

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