Furto e vandalismo dão prejuízo de R$ 200 mil para a Sanepar no Sudeste

Em 2015, a Sanepar teve prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil devido a furtos e ações de vândalos nas unidades da Gerência Geral da Região Sudeste, que abrange 61 municípios.

São ações como a que ocorreu na última semana em Inácio Martins. Pela segunda vez no ano, o sistema de abastecimento do município sofreu um ato de vandalismo. As tampas dos reservatórios foram furtadas e a saída de água danificada.

Em janeiro, um laboratório da cidade foi invadido e depredado. Foram levados equipamentos usados nas análises de qualidade da água, um prejuízo estimado de R$ 6 mil.

No último feriado de Carnaval uma nova ocorrência foi registrada, desta vez em Prudentópolis. O alvo foi um motor do sistema de abastecimento. O equipamento foi arrancado do local, mas não foi levado graças à denúncia de um vizinho que chamou a Polícia Militar.

Já no início de 2016, duas placas fotovoltaicas foram furtadas de uma estação de tratamento de esgoto da cidade. E no ano passado, cabos e bombas foram furtados em cinco ocasiões. Somente em Prudentópolis, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) contabilizou um prejuízo de R$39 mil.

DANOS – Na região Sudeste, os atos de vandalismo registrados pela Sanepar englobam furtos de equipamentos, cabos, transformadores, transmissores, bombas e placas e os danos às instalações físicas, como vidros quebrados, postes, portas, portões, grades e telas arrancados.

A companhia também tem custos para a contratação de mão-de-obra especializada para a realização dos consertos. Na conta de R$ 200 mil gastos na região não constam os furtos de tampas de poços de visita, hidrômetros e outros pequenos atos de vandalismo, que também são verificados com frequência nas estruturas da empresa.

De acordo com o gerente-geral da Sanepar na região Sudeste, Antonio Carlos Gerardi, as consequências vão muito além de danos ao patrimônio e prejuízos materiais. Somente nesta região são 828 unidades operacionais, como captações de água superficiais e subterrâneas, estações de tratamento e elevatórias de água e de esgoto.

“Cada uma destas unidades é fundamental para o bom funcionamento dos serviços de água e esgoto dos municípios”, diz ele. “Qualquer dano gera um transtorno imenso para a empresa, com todos os trâmites envolvidos para os reparos, e, principalmente, para a população, que fica com o serviço comprometido, como aconteceu recentemente em Inácio Martins e em Guarapuava”, alerta.

PREJUÍZO – Em 2015, os moradores de Arapoti sofreram por três vezes as consequências das ações dos vândalos. Foram furtados cabos e danificados painéis de entrada de energia nos poços de abastecimento. Em cada situação, cerca de 70% da população ficou desabastecida durante um dia. O prejuízo chegou a R$83 mil.

Em Palmital, a estação de tratamento de esgoto, ainda em construção, teve cabos e transformadores furtados, esquadrias quebradas e painéis danificados. A invasão do local provocou o atraso na entrega da obra e um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. Sistemas das cidades de Castro, Imbaú, Irati, Ponta Grossa, Sengés, Imbituva e Antônio Olinto também tiveram problemas de vandalismo no último ano.

Em todos os casos, a Sanepar registra boletins de ocorrência na Polícia Militar. A empresa também vem investindo na segurança das estruturas, com cercas e vigilância. A Sanepar pede o apoio da população para que denuncie à Polícia, pelo telefone 190, ou diretamente à empresa (0800 200 0115), qualquer atitude suspeita verificada em suas unidades.

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