Desativação da Cadeia Pública ganha força no período eleitoral

Desde o início do ano algumas reuniões políticas estão acontecendo com setores de segurança do Estado e sociedade organizada. Não é de hoje que a comunidade guarapuavana reivindica a desativação da Cadeia Pública, que abriga a 14ª Subdivisão policial. Moradores do bairro Batel vivem em constante clima de insegurança, devido as constantes fugas e rebeliões, como a última que aconteceu no mês de fevereiro deste ano, com a fuga de inúmeros presos, alguns recapturados e outros que ainda continuam foragidos.

A cadeia que teria capacidade para abrigar 160 presos, já chegou a estar com cerca de 400 detentos. Alguns já condenados pela justiça, que deveriam estar cumprindo pena num presídio e continuam detidos na Cadeia Pública.

Em entrevista a imprensa local o delegado chefe da 14ª SDP, Rubens Miranda Junior, disse ser positivo o envolvimento da sociedade organizada e alguns representantes políticos, em torno deste assunto, dizendo que são muitas dificuldades enfrentadas no sistema carcerário local.

Ainda de acordo com Miranda Junior, algumas medidas foram adotadas, como a transferência de presos já condenados para Penitenciaria Industrial de Guarapuava (PIG). Além disso, o delegado defende a criação do Centro de Detenção Provisória (CDP), que deverá normalizar todo sistema carcerário de Guarapuava e região, como também trazer uma nova realidade para os moradores vizinhos a 14ª DP.

Orçamento de 2017

A deputada estadual, Cristina Silvestri (PPS) destaca que vem dialogando com a secretaria de Segurança e governo do Estado para que sejam incluídos no orçamento anual do Estado de 2017 os recursos necessários para construção do CDP, com isso seria possível a desativação da Cadeia Pública no centro da cidade.

“Numa parceria com atual gestão de Guarapuava conseguimos que os recursos para construção Centro de Detenção Provisória seja incluído no orçamento de 2017”, argumenta a parlamentar.

Um comerciante que mora próximo ao cadeião, pedindo anonimato, disse que além da insegurança, os moradores sofrem com a desvalorização dos imóveis, em comparação a outras regiões da cidade. “Temos medo”, afirmou.

Em entrevista à Rádio Cultura AM, o presidente do Conselho de Segurança (Conseg), Valcenor Fleck, comentou que o conselho vem algum tempo, com apoio da imprensa pedindo providência, quanto à desativação da Cadeia Pública do local onde se encontra atualmente. “Um cadeião próximo ao principal ponto turístico da cidade, que é o Lago, é inaceitável. Tanto o gestor municipal, como os deputados estaduais e federais tem um compromisso com a população de resolver isso”, salientou Fleck.

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