Ação recolhe 260 pássaros de cativeiro não autorizado

Foto: Agência Estadual de Notícias

Trabalho foi do IAP, UFPR e Polícia Ambiental. As aves, de 20 diferentes espécies, foram apreendidas em Marechal Cândido Rondon

Um trabalho conjunto do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Polícia Ambiental recolheu e destinou para tratamento 260 pássaros, de 20 diferentes espécies, que eram mantidos em cativeiro sem a devida autorização, em Marechal Cândido Rondon (Oeste). Eles foram enviados para tratamento em Palotina, nessa quarta-feira (16).

Foram apreendidos dez azulões, um curió, dez trinca-ferro, nove sabiás, 122 canários terra, dois pintassilgos, dez sanhaço, um galo da campina, oito saíras, três bigodinhos, sete gaturamo, 20 sangue de boi, quatro pássaros preto, um bico de pimenta, 37 colerinhos, seis melros, um chopim, cinco coleira do brejo, um papa-capim e um canário da horta.

DENÚNCIA

As aves foram encontrados pela Polícia Ambiental em junho, por meio de denúncia. Os policiais lavraram Boletim de Ocorrência e o IAP um auto de infração para apurar e punir o responsável pela manutenção. Como os policiais entenderam que os pássaros não tinham condições de retornar ao habitat natural de imediato e que não estavam sofrendo maus tratos, eles permaneceram sob guarda do dono.

NATUREZA

No campus da UFPR em Palotina, as aves serão melhor avaliadas, tratadas e recuperadas para, se possível, retornarem à natureza. Eles serão avaliados por biólogos e veterinários para verificar os locais de incidência de cada espécie. Os que não conseguirem retornar à natureza serão prioritariamente destinados para criadores e mantenedores devidamente licenciados. Também poderão ser destinados a pessoas que queiram adotar.

CRIME

O infrator que estava de posse das aves alegou para os órgãos de fiscalização que não tinha conhecimento da lei e que sempre criou animais para si mesmo. Porém, manter animais nativos silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes é crime ambiental e pode ser considerado tráfico de animais. Por isso, ele responde por processo criminal e administrativo. O dono das aves foi autuado em R$ 130 mil. A medida ainda cabe defesa, recurso e possibilidade de redução do auto de infração.

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