Pokémon Go inspira serviços com roteiros para caçar em Guarapuava

Da redação, com Caio Budel.

Na esteira da febre do Pokémon Go, jogo para smartphones lançado há mais de um mês no Brasil, Guarapuava já conta com pelo menos um serviço com roteiro personalizado e coletivo para capturar os monstrinhos digitais em diversos pontos da cidade. Os anúncios são feitos em grupos no Facebook.

“Seu filho curte Pokémon GO, mas você não tem tempo para acompanhá-lo na brincadeira e acha muito perigoso que ele saia por aí sozinho? Você curte Pokémon GO, mas acha complicado ficar se deslocando pela cidade atrás das criaturas? Pois bem, temos a solução!”. Assim Rodrigo Camargo anunciou o serviço de van para levar jovens à captura dos pokémon.

Por meio da PokéVan, crianças, pais e amigos tem a possibilidade de, com segurança e conforto, caçar essas criaturinhas em uma van executiva que irá percorrer os chamados PokéStops de Guarapuava caçando os monstrinhos virtuais.

Há sete anos o empresário tem experiência no ramo de Transporte Escolar e viagens e, por meio da febre do jogo, viu a possibilidade e empreender.

O secretário executivo Ricardo Camargo e o social media Jhonatan Silva, de Laranjeiras do Sul, são viciados no jogo. E, sempre que veem a Guarapuava, tiram a tarde para caçar os pokémon no município. “Temos amigos na cidade e aproveitamos para passear e ao mesmo tempo caçar. Agora com o jogo, estamos vindo mais vezes para Guarapuava, já que a cidade dispõe de várias opções de PókeStops”, afirmou Ricardo.

POKÉSTOPS

Os PokéStops são pontos estratégicos espalhados pela cidade para os jogadores encontrarem os pokémon. A função é semelhante a de fazer check-in em aplicativos como o Facebook e o Foursquare.

Quando um player chega a um PokéStop, ele pode conseguir itens raros do jogo. Em Guarapuava, a maioria dos PokéStops encontrados até agora estão instalados em pontos turísticos da cidade.

Até o momento, gamers já registraram estes checkpoints no Portal da Maçonaria, na Casa do Imigrante, na Av. Prefeito Moacir Júlio Silvestri, no 26º GAC, na Estátua Dr. Afonso Alves de Camargo, na Igreja Guarapuava, na Igreja Quadrangular, no Cemitério Municipal, no Portal do Lago, na Faculdade Campo Real, na Paróquia Santa Cruz e na Praça Juscelino Kubistchek.

TIMES

Em Guarapuava, poucos dias após a chegada de Pokémon Go no Brasil, os jogadores começaram a se organizar em times para conquistarem mais facilmente os objetivos do game.

No Facebook e no WhatsApp, grupos já reúnem os guarapuavanos que são membros das equipes Mystic (Azul), Valor (Vermelho) e Instinct (Amarelo). Por pré determinação do jogo, os usuários são obrigados a optar por uma das equipes quando atingem o nível 5.

Em Pokémon Go, mais do que sair por aí em busca de novos monstrinhos, o jogo se concentra em outro objetivo: a conquista de território. E é exatamente por isso que o jogo se divide em equipes.

Em Guarapuava, cada região possui um ginásio disponível e os jogadores, quando capturam ou tornam um Pokémon forte o suficiente, podem competir neles. Mas essa disputa não é individual. Desta forma, as equipes Mystic, Instinct e Valor da cidade batalham entre si para comandar estas áreas. Quando um time domina determinada área, os membros recebem vantagens para ajudar no progresso dos treinadores que seguem a sua jornada pokémon.

GRUPOS

No Facebook, os membros do Team Mystic já possuem um grupo com mais de 400 membros para discutirem sobre as estratégias de jogo e tirarem dúvidas sobre o app. Os integrantes da equipe azul também possuem um canal de contato no WhatsApp. O Team Instinct também já possui um grupo com o mesmo objetivo.

O crescimento de usuários que estão entrando no universo pokémon em Guarapuava é tanto que até encontros para jogadores foram organizados nas redes sociais. Os “meetings” acontecem, geralmente, no Parque do Lago ou em locais que tenham outros PokéStops.

Sobre o jogo

O jogo usa a tecnologia da realidade aumentada, que combina realidade e mundo virtual. Os monstrinhos virtuais aparecem na tela em cima das imagens captadas pela câmera do celular.

O objetivo do jogo é encontrar e capturar o máximo de monstrinhos possível. O jogador também pode entrar em estádios onde times de Pokémon se enfrentam em batalhas de vida ou morte. Quem for derrotado, perde o Pokémon para o time vencedor.

Quem está rindo à toa são os criadores do jogo. Desde que foi lançado, a empresa já teve uma valorização de 9 bilhões de dólares.

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