Japão: Terra do sol nascente

Conhecido como “Terra do Sol Nascente” por sua localização, no extremo leste da Ásia, o Japão traz belas paisagens e costumes diferentes. Conheça um pouco mais deste país sob os olhos da guarapuavana Jéssica Rocha

E damos continuidade a mais uma edição do nosso Pelo Mundo. Dessa vez, porém, vamos para bem longe. É, se você pensava que a Austrália era o país mais distante e a Dinamarca com os costumes mais diferentes, se enganou. Na nossa sétima reportagem da série, traremos um pouquinho sobre um país que fica apenas do outro lado do mundo. O Japão, uma nação com uma cultura riquíssima e muito interessante, será retratado pela estudante Jéssica Rocha.

Japão

Em 2013, quando tinha 19 anos, a estudante de jornalismo Jéssica Rocha foi para o Japão a convite da irmã, Amanda, que sonhava em conhecer o país. Durante o passeio, que durou 15 dias, Jéssica ficou em Tóquio. De acordo com a guarapuavana, a receptividade dos nativos da região foi excelente. “Fomos muito bem recebidas. Os japoneses são bem educados e prestativos”, contou.

Apesar de tudo, como trata-se de uma nação tão tão distante, as duas tiveram dificuldades de comunicação. De acordo com Jéssica, tentar entender os japoneses era uma missão pra lá de difícil. “O inglês quando misturado com a língua oriental fica quase que impossível de se entender. Quase sempre era preciso pedir para a pessoa repetir a frase”, brincou.

Culinária

Durante a viagem, as irmãs tiveram contato com tudo de bom do Japão. Inclusive os pratos tradicionais. Mas, como muitos imaginam no Brasil, a comida tradicional não é sushi e sashimi. Lá eles comem muito gohan (arroz), missoshiro (sopa), lamen, udon (macarrão), tempurá, kare (curry) inclusive no café da manhã. A estudante aprovou. “A culinária japonesa é regada de peixes cru, sushi, algas marinhas, yakisoba, shirataki (espécie de macarrão resfriado servido nos restaurantes típicos do país), entre outras refeições pra lá de curiosas”, afirmou.

Costumes estranhos? Curiosidades?

Todo país tem seus costumes. Na Alemanha, por exemplo, não existem camas de casal, como retratado em reportagens anteriores, e os finlandeses, por exemplo, são muito tímidos. E no Japão? Jéssica nos contou. “Quando chegamos do país era domingo, e sim, o que mais nos surpreendeu foi que da janela do hotel era possível ver duas filas de crianças se formando. Depois, quando perguntamos sobre do que se tratava, a recepcionista do hotel falou que estavam indo para a escola. Descobrimos que no Japão as escolas funcionam todos os dias da semana. Outra curiosidade engraçada é que quase todos os homens japoneses usam bolsas de alças, parecidas com modelos femininos usados no Brasil, além disso, calçam sapatos maiores que os pés. As mulheres são muito bem maquiadas e no verão de 45 graus em que a região se encontrava na época, era comum ver na rua as japonesas com chapéus e luvas nas mãos, tudo para não se “queimarem”. Os mercados eram muitos, porém pequenos e todo e qualquer mercado também vendia peixes tanto para o preparo em casa quanto os prontos para serem consumidos. A cerveja japonesa é muito boa. O Mc Donald´s era servido com um molho roxo bem esquisito e com um sabor nada apetitoso. A Coca-Cola não era boa, mas o Red Bull sim. No Japão, 3h da manhã já era dia e costumávamos sair caminhar pelas ruas de Tóquio nesse horário”, contou à nossa equipe.

Além disso, de acordo com ela, os nativos são tão receptivos que não presenciaram nenhuma forma de preconceito. “Nos dias em que ficamos no país, não observamos nenhum caso de preconceito, realmente os japoneses foram muito receptivos e nos trataram com muito respeito”, disse, ao contar que a religião predominante no país é o Budismo.

Transporte público, segurança e custo de vida

Será que é possível existir um país extremamente povoado e o transporte público funcionar? No Japão sim. “O transporte público no Japão funciona muito bem. Os vagões do metrô são todos novos, muito limpos e organizados. O sistema de informação de cada vagão e cada estação é muito bem planejada, não há como se sentir perdido, pois há placas em todos os lugares, e caso se perca sempre tem um bom cidadão japonês que ao invés de apenas informar por onde deve passar, deixa do que está fazendo para levar você até a plataforma certa. Tive oportunidade também de utilizar os serviços do trem bala de Tóquio, que era muito confortável com poltronas estilo cinema, reclináveis e com ótimos ar condicionados. Assim como no metrô, as passagens tinham um custo bem alto, no metrô cerca de RS 15 cada bilhete, já no trem bala o valor subia para cerca de R$ 40”, contou.

Além disso, de acordo com a estudante, o Japão é um país extremamente seguro. “Presenciamos um fato em que uma mulher acabou esquecendo sua mala no centro de uma das cidades vizinhas a capital. Incrivelmente durante uma hora, de todas as pessoas que passaram pelo local, nenhuma foi capaz de mexer na mala, a não ser o policial que recolheu a mesma, e que possivelmente só devolveu para o dono”, relatou.

Apesar de tudo, de acordo com Jéssica, viver no Japão não sai barato, uma vez que é um país turístico e organizado. “Os visitantes devem se preparar para gastar, principalmente no quesito alimentação. Para exemplificar, chegamos a pagar lá em um mercado comum, cerca de R$ 7 em três pães fatiados”, afirmou.

Turismo

Depois de tantos pontos positivos, restou conhecer um pouco mais do país. E claro, em nada o país ficou devendo. “A Tower Tóquio, Disney Tóquio e os Templos Budistas são pontos especiais. Cada ponto turístico desse tinha algo único. Foram momentos de apreciar um pouco da cultura japonesa em cada mirante da torre, a diversão e a magia oriental de cada pedacinho da Disney e uma energia contagiante dos templos sagrados”, declarou.

Saudades

Hoje, três anos após a viagem, a maior saudade do país é a facilidade com que as coisas aconteciam e em resumo, não há nada que pudesse ter estragado essa viagem. “Eu particularmente amei tudo, principalmente o Evento Brasilian Day realizado em um dos dias em que estávamos lá. E a maior saudade irá ficar da viagem é um país que tudo funciona. Conhecer os aromas, as texturas e cada detalhe de uma cultura tão diferente da nossa. Pretendemos voltar com minha irmã em 2020 para acompanhar as Olimpíadas do Japão”, concluiu.

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