Brasil tem pelo menos 83 facções em presídios

 

Dezenas de grupos criminosos já foram catalogados e identificados por especialistas e serviços de inteligência dos governos federal e estaduais, mas não há números oficiais. O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirma não ter dados oficiais e recentes sobre as facções criminosas no Brasil, suas origens, áreas de influência e operação. Especialistas em segurança pública e violência urbana no Brasil, no entanto, acreditam que pode haver no País cerca de 30 organizações criminosas mais poderosas com atuação dentro e fora dos presídios. Para a coordenação nacional da Pastoral Carcerária, esse número é subestimado.

A DW Brasil levantou as facções citadas em relatórios de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e em mapeamentos mais recentes divulgados por estudiosos do tema, com base em cruzamentos de dados dos serviços de inteligência da Polícia Federal e secretarias de segurança pública estaduais. De acordo com esses dados, há pelo menos 83 organizações de presos no Brasil, a maioria com atuação estadual e local.

Agentes da Pastoral Carcerária afirmam que o número de facções é subestimado pelas autoridades governamentais sobretudo porque muitas delas têm vida curta, surgem e desaparecem ao longo de meses ou até mesmo semanas. Além disso, muitos desses grupos não necessariamente se organizam para a promoção de crimes. Por conhecerem de perto a vida e a dinâmica nos presídios, os agentes da Pastoral afirmam ainda que nem todas as facções possuem ligação direta com o tráfico de drogas. Há, por exemplo, organizações dos presos feitas com base apenas em preceitos religiosos, como a Seita Satânica, na Paraíba.

Muitas facções usam siglas de identificação. Nem todas possuem uma hierarquia organizada, e muitas são passageiras, pequenas e desorganizadas.

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