Paintball: o simulador de guerra em tintas coloridas

A prática, que tem conquistado muitos jogadores no mundo todo, levou muitos guarapuavanos para o esporte. No mundo todo são cerca de 12 milhões de participantes

 

Paintball, do inglês: paint = tinta + ball = bola, é um  esporte de combate que usa marcador de ar comprimido ou CO2 que atiram bolas com tinta colorida. A prática de simulação de guerra surgiu nos EUA, no final da década de 70, antes era usado para marcar árvores para corte e gado para o abate, depois os militares aperfeiçoaram os equipamentos e iniciaram treinamentos bélicos. Desde aí, os civis descobriram que isso poderia se transformar em esporte. Hoje, o paintball tem cerca de 12 milhões de praticantes no mundo inteiro, e tem levado, cada vez mais, guarapuavanos para dentro do campo.

O objetivo do jogo é simples, atingir o oponente, marcando suas roupas com tinta, sem causar dano ou lesão corporal. Cada lado da disputa costuma usar uma cor diferente, tornando fácil identificar a origem do tiro. A partir dai podem encenar vários tipos diferentes de disputa: um contra um, grupo contra grupo, contagem de pontos, captura de líder, defesa de território, captura de bandeira, como em qualquer outro jogo de simulação de combate. “É como se fosse uma guerra você pode simular uma missão ou um mata-mata, depende a quantidade de equipe, você simula a realidade. Em jogos maiores você tem equipes com médicos, engenheiros”, explicou o empresário da área Moisés Kruger.

Alex Back é servidor público e há mais ou menos cinco anos, começou a praticar o paintball através do convite de um amigo. Depois disso, comprou equipamento e nunca mais parou. “Na época compramos equipamento, tenho ele até hoje, mas agora, tenho um outro também”.

Hoje, Alex, faz parte de um grupo o Gorp (Grupo de Operações Real Action Paintball) que sempre jogam juntos e participam de eventos em toda a região sul do país. Dentro desses eventos, explica o servidor, há varias modalidades de jogo, mas a que o grupo participa é a real action. “Os eventos tem várias modalidades, a real action, que é simulação de militar, tem a função de médico, o engenheiro, você não precisa sair do jogo dependendo do lugar que leva o tiro, porque você tem o atendimento, você pode se recuperar. Essa que jogamos é a simulação do campo de guerra”, explicou.

Recentemente, o grupo participou de uma reunião que juntou, mais ou menos, 37 participantes.

“É muito legal jogar com amigos. A adrenalina é muita, você ter que prestar atenção em tudo, se esconder pra não tomar tiro, até porque dói um pouco. É um esporte radical, não tem como não gostar depois de sentir a adrenalina, eu gosto pra caramba”, completou Alex.

Além de ajudar na socialização e no bem estar pessoal, outro benefício do esporte é a saúde. Robson Krieger possui um campo particular para a prática do paintball e ressalta o gasto de calorias proporcionado pelo esporte. “É um esporte que exige muito  do corpo devido pois se anda muito, corre muito, exige uma flexibilidade para que possa se posicionar melhor e se faz tudo com uma média de 10KG de equipamentos e é um esporte que queima em média de jogo por hora de 800 a 1000 calorias”.

O campo

Segundo Moisés há diferentes campos para a prática do paintball. Dentre eles o speed, que é um campo mais esportivo, feito com quaisquer materiais, o cenário que é feito com carros velhos, madeiras, pneus. E, o real action, que é um campo em uma propriedade abandonada, onde não se acrescenta nada a mais do que o local já oferece, utiliza-se da realidade. “O meu campo é um cenário onde eu mesmo montei, fiz as casinhas, coloquei o carro velho, preguei as madeiras, fiz o túnel”, explicou.

Já no campo de Robson a variação da estrutura vai do objetivo do dia. “Possuímos vários cenários lá para jogo, depende do objetivo do dia, mas possuímos cenário com vários bunkers diversos materiais, carcaças de carros, forte, torre, pontes”.

Para jogar

Para a prática é necessário alguns equipamentos que, na maioria das vezes, são fornecidos pelo local. Marcador, máscara e colete são a base para que se possa jogar.

Pensando em um jogo agitado, explica Moisés, quanto mais companheiros melhor, porém dá para se ter um jogo legal a partir de dois jogadores cada time. “No meu campo eu tenho 24 marcadores, é o meu máximo, mas da pra ter um time a partir de dois”.

Procura

O número de praticantes e a fama do jogo têm aumentado significativamente nos últimos anos, em Guarapuava, a realidade não é diferente. Moíses explica que aos finais de semana seu campo lota e, pra não ficar de fora da brincadeira é sempre melhor agendar um horário. “Final de semana sempre lota, estamos satisfeitos. A procura tem aumentado muito”.

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