A economia do desapego impulsiona a circulação de mercadorias seminovas

FOTO: Noeli Almeida

Desapegar é um verbo muito utilizado ultimamente e que traz novas perspectivas sobre as práticas de consumo.  Doar, trocar e compartilhar são ações que estão se tornando  hábitos entre os brasileiros.

As promoções e datas comemorativas podem ser fortes aliadas para as compras por impulso. Avaliar a necessidade da aquisição de produtos é capaz de livrar o consumidor de ter gastos desnecessários e acúmulo de objetos que acabam ficando sem uso dentro de casa.

O aumento de atividades como vendas em brechós, bazares, sebos e até mesmo sites que oferecem a possibilidade de trocas são opções para ganhar espaço ou encontrar aquilo de que se precisa por um preço acessível.

Jean Huscher e a esposa Marcela Silva são proprietários de um Sebo no centro de Guarapuava, para ele que está no mercado há vinte e dois anos, a procura por títulos de livros seminovos é tão grande que chega a faltar mercadoria. “Nós poderíamos vender muito mais se conseguíssemos mais livros. Falta mercadoria, porque nesse tipo de ramo a gente não tem fornecedor. Dependemos do público quando eles trazem livros para vender ou trocar. É um ramo que vende só precisa ter mercadoria e preço acessível”.

Na internet é possível encontrar sites como o BookCrossing que está concentrado no consumo colaborativo. Utilizado para cadastramento de livros que podem ser compartilhados por pessoas de diversos países. A comunidade que reúne milhares de apaixonados por leitura tem o objetivo de transformar o mundo inteiro em uma biblioteca. Segundo dados do próprio site, o BookCrossing está presente em mais de 132 países , com quase 11,6 milhões de livros registrados e 1,6 milhões de membros.

Qualquer lugar pode se tornar um ponto de BookCrossing, bares, restaurantes ou lojas e,  para isso, basta cadastrar gratuitamente as obras no site www.bookcrossing.com.   O cadastro permite com que o usuário do BookCrossig tenha acesso a artigos, fóruns e conferências. Além do mais, o site automaticamente gera um número de identificação denominado BCID (BookCrossing Identification Number) o que permite com que  o “dono” original e todos os que venham a dar entrada do livro no site possam ter notícias da sua viagem pelo mundo.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), trata do consumo consciente como um mecanismo que visa minimizar o impacto do consumo exagerado de produtos que podem ser reutilizados.  “O conceito do bazar de trocas é colocar os 4R’s do consumo responsável em ação: reduzir, reutilizar, reaproveitar e reciclar. Em vez de comprar novos produtos, essa modalidade permite que as pessoas troquem, não só roupas, como calçados, CDs e livros, por outros”.

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