Reconstrução da PIG custou R$ 875 mil

FOTO: Divulgação

O setor industrial da Penitenciária foi reinaugurado na última semana, com objetivo de voltar a ser modelo em sistema carcerário para o país

A finalização das obras de reconstrução da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) encerra um capítulo triste para cidade, depois das cenas fortes de violência ocorridas em outubro de 2014, voltando a ter um cenário diferente dois anos e meio depois.

O custo de toda destruição praticada pelos presos amotinados na época, custou ao Estado e o contribuinte, cerca de R$ 875 mil na recuperação do local. “Esta é mais uma oportunidade para fazer a diferença para as pessoas e não repetir o que aconteceu no passado. Sabemos que a PIG é referência e queremos que ela volte a dar oportunidades para as pessoas, pois acreditamos que isto é possível”, relatou o prefeito, Cesar Silvestri Filho.

A unidade prisional abriga atualmente 240 detentos que podem trabalhar e estudar. A segurança no interior do presídio em feita em média por 18 agentes por plantão. A Unidade foi construída e projetada, com objetivo de fazer a ressocialização dos internos e a interiorização das Unidades Penais, fazendo com que os presos estejam mais próximos das famílias ou locais de origem.

Geração de empregos

O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo Moura, disse em entrevista para imprensa que uma empresa de calçados que possui convênio com o Estado já está instalada no local, dando oportunidade para cerca de 50 presos trabalharem. A intenção é que até o fim deste ano, 140 presos estejam envolvidos com o setor industrial, o que corresponde a 50% do total de presos custodiados na penitenciária.

A Penitenciária Industrial de Guarapuava foi construída com recursos dos governos Federal e Estadual. Ao todo foram investidos cerca de R$ 5,3 milhões no projeto, incluindo o circuito de TV. Destes investimentos, 80% vieram via convênio com o Ministério da Justiça e 20% do Estado. A área industrial conta com mais de 1.800m², com barracão da fábrica, onde trabalham 70% dos internos, recebendo renumeração de 75% do salário-mínimo, os outros 25% são repassados ao Fundo Penitenciário do Paraná, como taxa de administração, revertendo esses recursos para melhoria das condições de vida do encarcerado.

 

 

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