Cigarro, inimigo da vida

Foto: reprodução

O tabagismo pode causar 50 doenças diferentes e mata mais de 7 milhões de pessoas por ano no mundo todo. É um problema de saúde pública e precisa ser combatido

 

O cigarro pode causar cerca de 50 doenças diferentes, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação, cânceres de vários tipos e doenças respiratórias. Estatísticas apontam que o fumo é responsável por 30% das mortes por câncer; 90% das mortes por câncer no pulmão, 97% do câncer da laringe, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, 25% das mortes por derrame e por 50% dos casos de câncer de pele.   Parece papo de ex-fumante, mas é a pura verdade: em cada tragada são inaladas 4.700 substâncias tóxicas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre elas, três são consideradas as piores.

A primeira é a nicotina, que provoca dependência e chega ao cérebro mais rápido que a cocaína, estando associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea).

Segunda é o monóxido de carbono (CO), aquele que sai do cano de escapamento dos carros. Ele combina com a hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio) e acaba reduzindo a oxigenação sanguínea no corpo. É por causa da ação do CO que alguns fumantes ficam com dores de cabeça após passar várias horas longe do cigarro. Nesse período de abstinência, o nível de oxigênio circulando pelo corpo volta ao normal e o organismo da pessoa, que não está mais acostumado a esse “excesso”, reclama por meio das dores de cabeça.

A terceira substância tida como grande vilã é o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio. Todo câncer relacionado ao fumo (como na boca, laringe ou estômago) tem alguma ligação com o alcatrão.

A união desse trio de substâncias na composição do cigarro torna o produto extremamente nocivo à saúde. Para se ter uma idéia, 90% dos casos de câncer de pulmão (a principal causa de morte por câncer entre os homens brasileiros) estão ligados ao fumo.

Os efeitos consequentes do vício não se limitam apenas ao indivíduo, e não comprometem somente a sua saúde. O cigarro também afeta significativamente as pessoas que convivem diretamente com um tabagista (os chamados fumantes passivos). Eles possuem maior probabilidade de contrair câncer de pulmão, em relação às pessoas que não convivem com fumantes.

Foto: Assessoria

Programa de Controle ao Tabagismo em Guarapuava
​No dia 29 de agosto se comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Criado em 1986 pela lei 7.488 a data tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Na tarde dessa quarta-feira (30) o Programa de Controle ao Tabagismo de Guarapuava realizou uma reunião com os profissionais que atuam no programa desde que ele foi lançado, em 2006. Na reunião, foram exibidos depoimentos de participantes e um levantamento de dados sobre o programa. Em onze anos de funcionamento já foram atendidas mais de 2500 pessoas. “Temos 86% dos participantes do programa que conseguiram parar de fumar, mas queremos aumentar esse número. Para isso, estamos realizamos campanhas como o Paraná Livre do Tabaco, que proíbe a utilização o cigarro em ambientes públicos”, ressaltou Fernanda Spyra, coordenadora do programa.

O objetivo da reunião também foi de conscientizar os profissionais para que eles ofereçam um trabalho mais humanizado, fortalecendo o contato direto com os pacientes. “O cigarro pode causar cerca de 50 problemas de saúde em uma pessoa e é a principal causa de morte evitável do planeta, por isso, é nosso papel incentivar que as pessoas parem de fumar, pois nunca é tarde”, destacou a Secretária de Saúde, Renata Araújo Brito.

Se você tem interesse em parar de fumar, a Secretaria de Saúde pode te ajudar. Para isso, basta procurar a Unidade de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência e conversar com os profissionais. Lá você recebe o encaminhamento para o Programa de Controle ao Tabagismo de Guarapuava. “O programa abre grupos a cada três meses, e os pacientes recebem acompanhamento médico e psicológico, até mesmo depois conseguirem parar de fumar”, finaliza Fernanda.

O que você ganha se ficar sem fumar por…

20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal

2 horas: não tem mais nicotina circulando no sangue

8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza

2 dias: o paladar ganha sensibilidade novamente

3 semanas: a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora

5 a 10 anos: o risco de sofrer infarto passa a ser igual ao de quem nunca fumou.

Fonte: Mundo Estranho

 

 

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