Paraná recebeu mais de 400 pedidos de refúgio em 2016

A maioria dos pedidos vem de pessoas que querem deixar países como Líbano, Haiti e  Síria

 

Foto: reprodução

Amr Houdaifa chegou ao Brasil no dia 11 de março de 2015. Ele deixou a Síria por causa da guerra. Aos 27 anos, formado em jornalismo e direito, trabalha aqui fazendo comidas típicas para vender. Antes de embarcar para o Brasil com dois irmãos, tentou viver no Líbano e trabalhou lá como jornalista, mas não conseguiu visto para ficar no país. Amr só conseguiu a permanência humanitário no Brasil. E acredita que teve sorte. “A hospitalidade aqui é linda. O brasileiro acredita que esse é um país pra todos”, conta ele sobre as impressões que teve ao chegar ao Brasil.

Amr sonha com o futuro. Pretende fazer mestrado em Direito Internacional, pelo programa Hospitalidade, da Universidade Federal do Paraná. Mas sonho mesmo seria voltar à Síria. “Não sei se um dia a Síria vai voltar a ser o que já foi um dia, mesmo quando a guerra chegar ao fim. Mas é lá que estão meus amigos e muitos familiares. Eu saí da Síria, mas a Síria não saiu de mim”, lamenta.

Assim como Amr , 455 pessoas pediram refúgio no Paraná, só em 2016, segundo dados da Polícia Federal. A maioria dos pedidos vem de pessoas que querem deixar os seguintes países: Líbano, Haiti, Síria, Palestina, Índia, Iraque, Jordânia, Cuba, Egito, Paquistão, Turquia, Venezuela.

Dia Mundial do Refugiado

Dia 20 de junho é comemorado o Dia Mundial do Refugiado. Data que foi instituída pela Organização das Nações Unidas, em 2000, para conscientizar os governantes e a população mundial para o problema daqueles que são obrigados a fugir por causa de perseguições pela sua raça, naturalidade, religião, grupo social ou opinião política.
Aqui no estado a data foi comemorada com a assinatura do protocolo de intenções de caráter humanitário, para promoção e defesa dos direitos dos migrantes, refugiados e apátridas que vivem no Paraná na última quarta-feira, dia 21 de junho.

“Esse documento é uma maneira de colocar em prática as garantias legais a quem chega ao estado, como questões de visto, trabalho e educação. Temos a participação do Banco do Brasil e da Fomento Paraná para estimular a concessão de crédito aos estrangeiros. Esse protocolo é uma maneira também de facilitar a articulação entre as diversas instituições que atendem aos migrantes, refugiados e apátridas”, comentou o deputado Artagão Júnior.

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