No aniversário da Lei Maria da Penha, ação social chama atenção para a violência contra a mulher

 No mês em que a Lei Maria da Penha comemora 11 anos de criação, altos índices são registrados em Guarapuava

Uma ação social chamou atenção de motoristas e pedestres na última segunda-feira (7), em frente ao 26º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), com a realização de um pedágio educativo promovido pela secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, com o apoio do 16º Batalhão da Policia Militar.

A secretária Priscila Schran de Lima, disse que ação teve como objetivo orientar motoristas e pedestres por meio de materiais informativos sobre a Lei. “As maiores demandas de atendimentos de violência doméstica são oriundas de encaminhamentos feitos pela PM. Precisamos reforçar a cada dia que em nossa cidade existem políticas públicas que funcionam e que aliadas a Lei, já salvaram muitas vidas e responsabilizaram os agressores”, frisou Priscila.

Na sua opinião o combate a violência doméstica é dever de todos, mesmo assim o trabalho de apoio e assistência na cidade é constante. Segundo ela as denúncias ocorrem em maior intensidade nas classes menos favorecidas. Questionada sobre os altos índices de ocorrências de violência contra a mulher na cidade, a mesma afirma que a cultura do machismo ainda é muito forte na sociedade, por isso a importância do envolvimento de diversos setores da sociedade, no estimulo para que as pessoas denunciem quando ocorre agressões contra a mulher e até mesmo contra crianças. Priscila destacou alguns avanços de ações que vão diminuir os índices, como a criação da Delegacia da Mulher, que passa a contar com uma delegada fixa e o projeto do botão do pânico que está sendo implantado em Guarapuava.

 

Sobre a Lei Maria da Penha

Aprovada em 07 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada, em caso de qualquer ato de violência doméstica. A ONU considera a legislação uma das melhores do mundo em combate a violência doméstica contra a mulher.

O Major, Gilmar Golemba Santana destaca que, iniciativas como essas de ações educativas surtem efeitos positivos e que acima de tudo, mostra que a mulher está amparada tanto pela polícia, como pela Secretaria da Mulher. “Recebemos da secretaria materiais que vão ser levados em cada viatura e distribuídos conforme formos realizando os atendimentos com as mulheres em ocorrências policiais”, comentou Golemba.

O nome Maria da Penha é porque a lei foi baseada na história da cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu por mais de 20 anos com a violência doméstica. Enquanto dormia, o ex-marido atirou contra ela e a deixou paraplégica.​

Da Redação, com Assessoria.

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