Com novo modelo, programa Família Paranaense aprimora atendimento

O programa Família Paranaense está aperfeiçoando a forma de acompanhar as famílias em situação de risco e vulnerabilidade social. Vinte e oito municípios que integram as regionais de Francisco Beltrão, Guarapuava, Laranjeiras do Sul e Pato Branco participam do projeto-piloto que propõe avanços ao modelo de acompanhamento familiar aplicado pelas equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

Desde 2012, o Família Paranaense – principal programa estadual para a erradicação da pobreza e promoção social da população em situação de risco e maior vulnerabilidade social – já atendeu 233 mil famílias. Destas, 35.654 são acompanhadas de forma individualizada.

A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, afirma que o Governo do Estado trabalha continuamente para aperfeiçoar a metodologia que inovou a forma de atendimento às famílias em extrema pobreza, por meio do acompanhamento familiar.

“O Família Paranaense é um programa inovador, que está em constante melhoria desde a sua implantação. Por isso, além de fortalecer as ações de atendimento às famílias, o Estado também investe para que as equipes municipais possam fazer o trabalho social com elas de maneira estruturada e com bons resultados”, diz a secretária.

ETAPAS – A coordenadora do programa Família Paranaense, Letícia Reis, conta que o novo modelo foi desenvolvido por uma consultora especialista em acompanhamento familiar, contratada pelo Governo do Estado, com recursos oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Assinado em 2014, o contrato com o banco conta com um financiamento de US$ 100 milhões para ações do programa. Dos recursos, US$ 4,7 milhões são para a assistência técnica e apoio ao modelo de acompanhamento familiar.

Segundo Letícia, para elaborar a proposta, a consultora visitou municípios e fez reuniões com as equipes que atendem as famílias. As cidades participantes foram convidadas a aderir a um projeto-piloto, para contribuir e validar o novo modelo de orientação familiar. “Cada um deles se propôs a atender um número médio de famílias, totalizando 350 acompanhadas com este novo modelo”, diz ela.

Na primeira etapa, que aconteceu em setembro, a equipe técnica da secretaria discutiu a metodologia com os municípios e capacitou as equipes dos Cras, que atuam diretamente no atendimento. Nos próximos encontros, agendados para última semana de outubro e início de novembro, os técnicos municipais apresentarão os resultados do uso do novo modelo, poderão tirar dúvidas e trocar experiências.

A coordenadora explica que as mudanças no modelo de acompanhamento atual abrangem a frequência, a duração e o conteúdo dos encontros individuais e coletivos com as famílias. “É um modelo mais estruturado, que favorece um processo de acompanhamento mais efetivo e sistemático das famílias, ao invés de atendimentos pontuais”, ressalta.

Depois de ser avaliado e aperfeiçoado com as contribuições dos profissionais dos Cras para se adequar às necessidades do público-alvo, o modelo será gradualmente expandido para os demais municípios que participam do programa em todo o Estado.

DIFERENCIAL – O Família Paranaense possuiu um modelo de acompanhamento familiar que oferece informações e ferramentas específicas. Cada família incluída é orientada por um técnico que busca reconhecer seus potenciais, qualidades, sonhos e os recursos existentes e, assim, definir um plano que a ajude a promover o seu desenvolvimento autônomo.

“É um processo sistemático, com começo, meio e fim, estruturado em 14 encontros distribuídos ao longo de dois anos, que têm como objetivo a inclusão social. Eles podem acontecer com cada família, em seu domicílio, ou em grupos, no Cras, ou em outros espaços”, relata.

ESTRUTURA – Os municípios que aderem ao programa também têm à disposição outros instrumentos que auxiliam a acompanhar de maneira qualificada as famílias incluídas. Entre eles estão o Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVFPR), que identifica as famílias mais vulneráveis e sua evolução na superação de vulnerabilidades; o questionário “Aspectos para Investigação”, com questões complementares ao Cadastro Único que permitem um amplo diagnóstico da família; e o planejamento de ações intersetoriais. Todos estes instrumentos estão no sistema informatizado de acompanhamento das famílias.

Por: AEN

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